O Atlético-MG decidiu tirar o time de campo na novela envolvendo o volante paraguaio Matías Galarza. Após semanas de tratativas arrastadas e negativas consecutivas, a diretoria alvinegra “saiu da mesa” de negociações com o Talleres, da Argentina.
O clube de Córdoba, conhecido por ser um negociador implacável, rejeitou a última investida do Galo e sinalizou que só liberaria o atleta por valores muito acima do mercado, inviabilizando a operação neste momento. A busca por um “camisa 5” de imposição física, pedido expresso de Jorge Sampaoli para a temporada 2026, terá que mudar de alvo.
A recusa argentina não foi apenas financeira, mas estrutural. O Talleres considera Galarza uma peça insubstituível para o ano e aproveitou o contrato longo (até dezembro de 2028) para inflacionar a pedida a cada nova conversa. Além disso, o histórico de atritos entre as diretorias pesou: o presidente do clube argentino, Andrés Fassi, já havia dificultado tratativas anteriores e citado publicamente a “fama de mau pagador” do Galo em negociações passadas como entrave, criando um ambiente político hostil que travou qualquer avanço racional.
O “Muro” de Córdoba e a Concorrência com o Atlético-MG

O Talleres soube jogar o jogo. Ao perceber o interesse brasileiro, o clube endureceu a postura. Além da questão do preço, surgiram relatos de sondagens da MLS e de clubes de Portugal, o que permitiu aos argentinos “sentarem” na proposta e exigirem mais. O valor de referência de R$ 25 milhões era apenas o piso. Para levar, o Atlético teria que pagar um ágio considerável.
Diante da postura irredutível e das farpas trocadas via imprensa sobre pagamentos, a diretoria mineira optou pela prudência financeira: melhor recuar agora e buscar outra opção do que ficar refém de um leilão interminável que poderia comprometer o orçamento da janela.
A Busca pelo “Camisa 5” Continua
A saída de cena por Galarza não resolve o problema de Sampaoli. O elenco ainda carece de um volante com características de marcação forte e estatura. O clube já havia tentado Juan Portilla (também do Talleres) anteriormente, sem sucesso.
Agora, o scout do Galo precisa agir rápido. A pré-temporada corre e a carência no setor é visível. A tendência é que o Atlético busque nomes em outros mercados sul-americanos ou até na Europa, fugindo da “taxa Argentina” que tem inflacionado qualquer jogador mediano que vira alvo de brasileiros.