A sexta-feira (9) amanheceu com um sinal claro de que o destino de Victor Hugo pode estar mudando de Santos para Belo Horizonte. O meia, que pertence ao Flamengo e está emprestado ao Peixe, não foi a campo com o restante do elenco no CT Rei Pelé. A ausência coincide com o avanço das tratativas para que ele reforce o Atlético-MG a pedido expresso do técnico Jorge Sampaoli.
O negócio, que parecia apenas uma sondagem, ganhou tração e caminha para uma transferência em definitivo. No entanto, a operação não é simples: existe uma engenharia financeira a ser resolvida envolvendo a “taxa de vitrine” que o Santos possui por contrato.
A ausência na atividade de ontem é o indício mais forte de que as partes tentam acelerar o desfecho. O Atlético-MG quer o jogador imediatamente para a pré-temporada, e o Flamengo vê com bons olhos a venda para fazer caixa. O Santos, que tem contrato de empréstimo até julho de 2026, não deve exercer a compra, mas precisa dar o “ok” para a liberação antecipada — e é aí que entra a compensação financeira que pode destravar o acordo.
O Pedido de Sampaoli no Atlético-MG e o Elo com a Base
Por que o Atlético-MG quer um jogador que estava na reserva do Santos? A resposta tem nome e sobrenome: Jorge Sampaoli. O treinador argentino trabalhou com Victor Hugo no Flamengo em 2023 e extraiu o melhor futebol do garoto.
Sob o comando de Sampaoli, Victor Hugo viveu seu auge, somando 42 jogos na temporada, sendo 19 como titular, com gols e assistências importantes. Além do técnico, o gerente de base do Galo, Luiz Carlos Azevedo, conhece o atleta desde a adolescência, tendo participado de sua captação. O Atlético aposta que, recuperando a confiança e o ambiente favorável, Victor Hugo será o “curinga” do meio-campo que falta no elenco para 2026.
Flamengo: Dinheiro “Vivo” e Percentual Futuro

Para o Flamengo, a negociação é estratégica. O clube aprendeu com o erro da quase venda para o Famalicão (que não envolvia dinheiro na entrada) e agora exige compensação financeira imediata.
O ge apurou que o modelo discutido com o Atlético envolve o pagamento de uma quantia fixa agora e a manutenção de um percentual dos direitos econômicos pelo Rubro-Negro. Com contrato renovado até 2028, o Flamengo não tem pressa, mas entende que vender um ativo que não seria utilizado por Filipe Luís, mantendo uma fatia de uma futura revenda (potencializada pelo Galo), é o cenário ideal de negócio.
Análise Moon BH: O Negócio dos Três Sorrisos
Se essa transferência sair, será aquele raro momento em que todos riem.
- Atlético-MG: Ganha o jogador que o técnico pediu, jovem e com potencial de revenda.
- Flamengo: Faz caixa com quem estava emprestado e mantém porcentagem.
- Santos: Recebe 10% “de graça” por um jogador que jogou pouco e que não ficaria. O único risco é do Galo: apostar que Sampaoli conseguirá recuperar o futebol de Victor Hugo. Mas, conhecendo o argentino, ele raramente pede jogador que não sabe usar. Parece um movimento cirúrgico de mercado, onde a “vitrine” do Santos acabou servindo apenas para mostrar o produto ao vizinho mineiro.