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Atlético-MG pôs multa de R$ 375 milhões para investir pesado em Cauã Soares

O Atlético-MG iniciou a temporada de 2026 com uma novidade caseira que promete agitar a torcida e o mercado. Entre os nove jovens promovidos para integrar o elenco principal na Cidade do Galo, o nome de Cauã Soares, atacante de apenas 17 anos, desponta com status de joia lapidada. Artilheiro e herói do título do Brasileirão Sub-17 em 2025, o jogador chega ao time de cima protegido por um contrato robusto e uma multa rescisória para o exterior fixada em € 60 milhões (entre R$ 367 milhões e R$ 375 milhões).

No entanto, a estreia do garoto no profissional terá que esperar um pouco: ele está em fase final de recuperação de uma fratura em uma vértebra da coluna, o que exige cautela do departamento médico neste início de ano.

A promoção de Cauã faz parte de um planejamento estratégico para rejuvenescer o elenco e aproveitar a safra vitoriosa da base. O atacante, que marcou 12 gols em 19 jogos na campanha do título nacional da categoria, assinou seu primeiro contrato profissional ainda em 2024, com vínculo válido até o fim de 2027. A multa astronômica reflete a expectativa do clube em transformar os gols da base em retorno técnico e, futuramente, em uma das maiores vendas da história da instituição.

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Cauã Soares não subiu apenas por compor elenco; ele subiu por desempenho em jogo grande. Sua atuação na final do Brasileirão Sub-17 contra o Grêmio, na Arena MRV, foi o divisor de águas.

  • O Feito: Marcou dois gols na decisão.
  • A Frieza: Converteu sua cobrança na disputa de pênaltis que garantiu a taça.
  • O Perfil: É descrito como um camisa 9 clássico, com imposição física, bom posicionamento e leitura de área, características raras em atacantes tão jovens hoje em dia. Esse histórico recente fez com que olheiros de clubes europeus, presentes na final, anotassem o nome do garoto. O Atlético sabe que a vitrine de 2026 será fundamental para valorizar ainda mais o ativo, mas a prioridade agora é física.

Lesão na Coluna e o “Freio” na Estreia

Foto: Flickr – Atlético

A transição para o profissional, que seria imediata na reapresentação de janeiro, ganhou um obstáculo clínico. A fratura na vértebra, embora tratada com sucesso, exige um retorno gradual. O planejamento do Atlético é reintegrá-lo aos treinos com carga total entre o fim de dezembro (já passado) e este mês de janeiro.

Diferente de outros promovidos que já podem ir para o campo sob o comando da comissão técnica principal, Cauã terá um cronograma específico. A ideia é não queimar etapas e garantir que sua estrutura física suporte o choque de intensidade do futebol profissional, evitando que a lesão se torne um problema crônico.

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O Atlético-MG tem em mãos o tipo de jogador que todo clube sonha: um artilheiro feito em casa. Cauã Soares tem estrela (decidiu final na Arena) e tem o biotipo de centroavante moderno. A multa de R$ 375 milhões é a prova de que a diretoria sabe o que tem. O grande desafio de 2026 será a gestão da ansiedade — dele e da torcida.

A lesão na coluna pode ter sido, ironicamente, benéfica para “esconder” o garoto da pressão imediata da estreia. Ele não precisa ser o salvador da pátria agora; precisa ser preparado para ser o dono da posição em 2027. Se o Galo tiver paciência, pode ter achado seu “novo Hulk” (guardadas as proporções de estilo) sem gastar um centavo de transferência.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.