O São Paulo tentou uma jogada de “oportunidade de mercado”, mas encontrou uma porta fechada em Belo Horizonte. O Tricolor Paulista sondou a situação de Gustavo Scarpa com a intenção de costurar um empréstimo (com opção de compra ou troca de atletas), mas recebeu uma resposta direta e seca da diretoria do Atlético-MG: negócio, só se for venda definitiva.
O Galo não tem interesse em liberar um de seus principais ativos sem garantia financeira imediata e estipulou o valor de € 4 milhões (cerca de R$ 26 milhões) para sentar à mesa. Com isso, as tratativas esfriaram, já que o modelo proposto pelos paulistas é incompatível com a exigência mineira.
O São Paulo buscava um formato que não onerasse o caixa neste início de 2026, tentando viabilizar a chegada do meia através de composições. No entanto, o Atlético foi taxativo. O clube entende que Scarpa é um jogador valorizado e titular, não um atleta encostado disponível para testes em rivais diretos. A postura rígida do Galo inviabiliza, na prática, o caminho “barato” que o Morumbi desenhava.
A Lógica do Atlético-MG: Recuperar o Investimento
A resistência do Atlético-MG tem fundamento financeiro. O clube fez um esforço hercúleo para trazer Scarpa da Europa em 2024, desembolsando cerca de € 5 milhões. A intenção da diretoria é, no mínimo, recuperar grande parte desse investimento para ajudar no fluxo de caixa e no equacionamento de dívidas.
Emprestar o jogador significaria ficar sem o ativo esportivo e sem o dinheiro, algo que não cabe no planejamento de 2026. Com contrato até o fim de 2027, o Atlético tem a segurança jurídica para dizer “não” e esperar por uma proposta que envolva compra real.
O Que Resta ao São Paulo?

Com a porta do empréstimo fechada, o São Paulo tem poucas opções. O Tricolor precisaria mudar drasticamente sua abordagem para avançar, possivelmente tentando envolver jogadores que interessem muito ao Galo ou buscando parceiros para bancar a compra. Sem isso, a tendência é que o São Paulo redirecione o alvo, e Scarpa permaneça em Belo Horizonte, onde segue prestigiado pelos números que entrega, apesar da necessidade do clube de fazer caixa.
Análise Moon BH: Choque de Realidade
O São Paulo tentou o famoso “se colar, colou”. Sondar empréstimo de jogador caro é padrão de mercado, mas o Atlético-MG não está desesperado para se livrar de Scarpa. Pelo contrário, o Galo sabe que tem um meia que entrega números de elite (12 assistências não é para qualquer um). A pedida de R$ 26 milhões é justa para o mercado: é menos do que o Galo pagou, mas o suficiente para recuperar o caixa.
Ao recusar o empréstimo, o Atlético manda o recado de que não é “banco de reforços” para rivais. Se o São Paulo quiser qualidade, vai ter que pagar. Se não quiser pagar, Scarpa continua sendo o camisa 6 (ou 10 tático) do Galo em 2026. A bola, e o pix, estão com o Casares.