HomeEsportesCorinthiansCorinthians: As manobras do Timão para bancar o salário de Yuri Alberto

Corinthians: As manobras do Timão para bancar o salário de Yuri Alberto

Manter um elenco competitivo no futebol brasileiro exige malabarismos que muitas vezes extrapolam as quatro linhas. No Parque São Jorge, a diretoria do Corinthians tem precisado recorrer a manobras ousadas para garantir a estabilidade do fluxo de caixa. O principal desafio atual? Manter em dia o maior salário do elenco: o do atacante Yuri Alberto.

Para evitar atrasos que possam gerar instabilidade no vestiário, o Corinthians encontrou uma saída imediata. No entanto, essa saída acende um alerta vermelho para o futuro do clube.

A manobra com a verba da FFU (antiga LFU)

A solução encontrada pela cúpula alvinegra passa diretamente pelo acordo com a Forte Futebol União (FFU) — nova marca da antiga Liga Forte União, rebatizada no início de 2026. Além disso, o clube tem utilizado o mecanismo de antecipação de receitas provenientes dos direitos de transmissão atrelados ao bloco. Esse procedimento serve para injetar dinheiro rápido no caixa.

Na prática, o Corinthians está “descontando” valores milionários que só entrariam nos cofres do clube nos próximos anos. Assim, consegue honrar os compromissos mensais de curto prazo com o camisa 9 e outros vencimentos essenciais da pesada folha salarial.

O peso de Yuri Alberto na folha salarial

Como dono de um dos vencimentos mais altos do plantel, Yuri Alberto representa uma fatia considerável dos gastos mensais do departamento de futebol. Ele é uma peça fundamental. Todavia, o custo para mantê-lo exige que a diretoria encontre liquidez constante. Isso é necessário porque o fluxo normal de receitas do dia a dia não tem conseguido suprir integralmente essa necessidade, devido ao passivo do clube.

Os riscos para o orçamento de 2027

Se a antecipação da FFU resolve o “hoje”, ela cria uma bola de neve para o “amanhã”. Ao puxar essas receitas para o presente, o Corinthians compromete seriamente a previsão orçamentária para a temporada de 2027. Com menos dinheiro da televisão a receber no futuro, a gestão terá que lidar com um caixa mais enxuto. Além disso, haverá o risco de estrangulamento financeiro, caso não consiga novas premiações ou vendas astronômicas de jogadores da base.

Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, é apaixonada por contar histórias e conhecer pessoas. Tem ampla experiência em jornalismo esportivo e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.