A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2/4), trouxe um alerta vermelho para o governo Lula. Os números mostram um crescimento expressivo na desaprovação do presidente e indicam um desgaste acelerado da sua gestão. Mas o que esses dados realmente revelam? Seria este o início do fim para Lula?
Desaprovação em alta e aprovação em queda
De acordo com o levantamento, realizado entre 27 e 31 de março com 2.004 brasileiros, a desaprovação do governo subiu de 49% para 56% entre janeiro e março de 2025, enquanto a aprovação caiu de 47% para 41%. Isso mostra que, apesar dos esforços de comunicação e dos novos programas anunciados, a população não está convencida dos resultados da atual administração.
Queda generalizada em todas as regiões
O desgaste não está restrito a uma região específica. Em todo o país, a popularidade do presidente vem despencando. No Nordeste, onde Lula sempre teve seu maior reduto eleitoral, a vantagem que era de 35 pontos percentuais em dezembro caiu para apenas 6 em março. No Sudeste, a desaprovação é 23 pontos maior que a aprovação, e no Sul, a diferença chega a 30 pontos. Isso indica que até mesmo a base histórica de apoio ao petista está se desfazendo.
O fator feminino: uma mudança significativa
Um dado que chama atenção é a perda de apoio entre as mulheres. Pela primeira vez, a desaprovação feminina chegou a 53%, superando a aprovação, que está em 43%. Esse é um dado crucial, pois o eleitorado feminino teve um papel fundamental na vitória de Lula em 2022. Entre os homens, o cenário é ainda pior: a desaprovação subiu para 59%.
Os mais pobres também estão rejeitando Lula
Um dos pilares da narrativa petista sempre foi o apoio das classes mais pobres. No entanto, a pesquisa revela que essa base está se desfazendo rapidamente. A aprovação entre quem tem renda familiar de até dois salários mínimos caiu drasticamente. Em julho de 2024, a vantagem nesse grupo era de 43 pontos percentuais; agora, está em apenas 7. A promessa de um governo voltado para os mais necessitados parece não estar sendo cumprida.
O problema da confiança e a crise de imagem
Parte da explicação para essa rejeição crescente é a perda de confiança do eleitorado. Cada vez menos brasileiros veem Lula como um presidente bem-intencionado, e muitas de suas promessas de campanha não foram cumpridas. A estratégia de aumentar sua exposição em entrevistas e eventos também não tem surtido efeito positivo. Pelo contrário, metade da população afirma que essas aparições têm piorado a percepção sobre o presidente.
Economia em colapso e pessimismo crescente
Outro fator determinante para essa queda é a piora na percepção da economia. O percentual de brasileiros que acreditam que a economia piorou no último ano saltou de 39% para 56% em apenas um mês. Os preços dos alimentos continuam em alta, com 88% da população sentindo um aumento nos supermercados. O mesmo ocorre com os combustíveis, que 70% dos entrevistados consideram mais caros. A percepção é clara: o poder de compra está menor, e a insatisfação cresce a cada dia.
O futuro de Lula: um caminho sem volta?
Com base nesses dados, fica evidente que o Brasil não está suportando o governo Lula e suas políticas de esquerda. A economia está em decadência, e até mesmo os setores que historicamente apoiavam o presidente estão se afastando. Diante desse cenário, fica claro o motivo pelo qual o governo tem investido tanto em perseguir Bolsonaro e qualquer forma de oposição. Mas se a tendência continuar, 2026 pode chegar antes do previsto para Lula. O próximo ano promete ser decisivo para seu futuro político.