A rede portuguesa Vila Galé está procurando um prédio em Belo Horizonte para instalar um novo hotel e ampliar sua ofensiva em Minas Gerais. A preferência é por uma edificação já existente, idealmente histórica, que possa ser restaurada e transformada em empreendimento da marca. Uma construção inteiramente nova, entretanto, não está descartada. A informação foi confirmada pela gerente comercial da Vila Galé no Brasil, Adriana Borges ao jornal Diário do Comércio.
A busca acontece quando o primeiro hotel mineiro da empresa começa a mostrar resultados relevantes. Aberto em maio de 2025, o Vila Galé Collection Ouro Preto já alcança 100% de ocupação nos fins de semana, pouco mais de um ano depois de iniciar as operações em Cachoeira do Campo. Durante os dias úteis, a ocupação ainda é um desafio e a companhia vem recorrendo a tarifas promocionais e eventos para elevar o movimento.
O terceiro elemento da estratégia já tem endereço. A companhia prepara um resort em Brumadinho, próximo ao Inhotim, com 312 quartos e inauguração prevista para abril de 2028. Considerando Ouro Preto, Brumadinho e a unidade pretendida em Belo Horizonte, a rede começa a montar em Minas um portfólio que combina patrimônio histórico, turismo de lazer e hotelaria urbana.
A Vila Galé já destinou ou prevê investir R$ 340 milhões nos dois projetos mineiros confirmados: R$ 180 milhões no complexo de Ouro Preto e outros R$ 160 milhões em Brumadinho. Um eventual hotel na capital adicionaria um terceiro investimento a essa conta.
Rede prefere recuperar um prédio em Belo Horizonte
A empresa ainda não escolheu endereço, bairro ou imóvel. Segundo Adriana Borges, a primeira opção é encontrar uma construção que possa ser adaptada aos padrões da Vila Galé. Edificações históricas possuem preferência por oferecerem uma experiência adicional ao hóspede e por refletirem uma estratégia recorrente do fundador e presidente da rede, Jorge Rebelo de Almeida.
A companhia também aceita analisar edifícios sem valor histórico, inclusive antigos prédios comerciais, desde que localização, estrutura e condições econômicas permitam a conversão em hotel. Se nenhuma alternativa adequada aparecer, existe a possibilidade de desenvolver um projeto do zero.
Não há prazo estabelecido para fechar o negócio. “Belo Horizonte está no radar da Vila Galé”, afirmou a executiva ao Diário do Comércio. A empresa pretende continuar procurando até encontrar uma oportunidade considerada adequada.
O interesse pela capital, inclusive, não surgiu depois do desempenho de Ouro Preto. A rede já procurava uma oportunidade em BH antes mesmo de desenvolver o primeiro empreendimento mineiro. Segundo a companhia, Minas está entre seus mercados mais relevantes como origem dos hóspedes: o estado é atualmente o segundo maior emissor de clientes para os hotéis Vila Galé no Brasil, atrás apenas de São Paulo.
A eventual unidade também criaria complementaridade com Ouro Preto e Brumadinho. Um visitante estrangeiro ou de outro estado poderia chegar por Belo Horizonte e combinar hospedagem na capital com destinos históricos e culturais próximos.
Se conseguir repetir na capital sua estratégia de recuperar edifícios existentes, o terceiro projeto mineiro poderá também transformar um imóvel hoje subutilizado em hotel — exatamente o modelo que permitiu à Vila Galé ocupar uma construção histórica de Cachoeira do Campo e, pouco mais de um ano depois, lotá-la nos fins de semana.


