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Quem é Nadim Donato, o empresário que assumiu o protagonismo no apoio a BH com R$ 7 milhões

Belo Horizonte amanheceu com uma injeção de ânimo (e de caixa) em sua agenda cultural. O Sistema Fecomércio-MG anunciou uma parceria histórica com a Prefeitura: um aporte de R$ 7 milhões para turbinar o Carnaval e o calendário de eventos da capital. O anúncio, feito ao lado do prefeito Álvaro Damião, tem um rosto e um CPF por trás da decisão estratégica: Nadim Donato, presidente da entidade. Mas quem é o dirigente que transformou o sindicato do comércio em um dos maiores patrocinadores da festa popular?

Quem é Nadim Donato?

Longe dos holofotes políticos tradicionais, Nadim Elias Donato Filho é um nome que vem do “chão de loja”.

  • A Origem: Nascido em Muzambinho, começou a vida de comerciante em BH aos 18 anos, atuando no varejo de cama, mesa e banho. Conhece na pele as dores de quem precisa vender para pagar as contas.
  • A Trajetória: Antes de chegar ao topo do Sistema S, liderou o CDL Jovem, a Aloshopping e o Sindilojas-BH.
  • O Poder: Hoje, ele comanda o “Sistema Comércio” em Minas (Fecomércio, Sesc e Senac). Na prática, ele lidera uma máquina que representa mais de 560 mil empresas e tem braços operacionais (Sesc/Senac) capazes de executar grandes eventos.

A Engenharia dos R$ 7 Milhões

O dinheiro não é uma doação aleatória. É um investimento dividido estrategicamente:

  1. R$ 2 Milhões (Imediato): Vão direto para o Carnaval de 2026. O foco é estrutura (palcos, banheiros, segurança) e apoio operacional para garantir que a festa de R$ 1 bilhão funcione sem caos.
  2. R$ 5 Milhões (Calendário Anual): O restante será diluído em eventos-chave como o FIT (Teatro), Arraial de Belô, Virada Cultural e as comemorações dos 10 anos da Pampulha como Patrimônio da Humanidade.

Por que o Comércio está pagando a conta?

A lógica de Nadim é econômica: “Cidade cheia é loja cheia”. O Carnaval de BH deixou de ser apenas folia para virar uma indústria que movimenta R$ 1 bilhão. Quem ganha com isso? Hotéis, restaurantes, motoristas de app e lojas de rua — justamente os representados pela Fecomércio. Ao colocar R$ 7 milhões, a entidade não está fazendo caridade; está investindo para que o turista volte e gaste mais.

A Ambição: Nos bastidores, Nadim e Damião não escondem o desejo de colocar BH na rota dos megashows internacionais (como o Rio faz), usando a musculatura do Sesc para viabilizar cachês e logística.

O Veredito

Com esse movimento, Nadim Donato se posiciona não apenas como um líder classista, mas como um player decisivo na gestão da cidade. Para BH, é a chance de ter um calendário cultural que não depende 100% do cofre da Prefeitura, profissionalizando a festa com dinheiro e gestão privada.

Tati Oliveira
Tati Oliveira
Há quase 15 anos no mercado de comunicação, é apaixonada pela notícias e trabalha no jornalismo cobrindo entretenimento, grandes eventos e futebol.