O Carnaval de Belo Horizonte em 2026 terá uma regra não escrita, mas que já está na cabeça de todo folião: na dúvida, vá de lata. Após a onda de notificações de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas adulteradas no país no último semestre, o comportamento na rua mudou. O “copão” de procedência duvidosa perde espaço para a segurança da embalagem lacrada.
Nesse cenário, Belo Horizonte larga na frente. A cidade, que já é considerada a “capital dos drinks prontos” (Ready to Drink), viu seu ecossistema de marcas locais se tornar um refúgio para quem quer beber bem sem correr riscos de saúde.
As “Gigantes” da Casa: O que beber com segurança?
BH não precisa importar segurança; ela produz. Três marcas nascidas ou radicadas no ecossistema mineiro já dominam os isopores e oferecem a rastreabilidade que o folião procura:
- Xeque Mate: O hit absoluto. A bebida à base de chá mate, rum, guaraná e limão, criada em BH e ligada à cultura universitária, virou símbolo nacional. Por ser vendida em lata lacrada industrialmente, elimina o risco da “mistura de rua”.
- Vanfall: Com endereço e DNA em Belo Horizonte, a marca se consolidou com sua linha de gins e drinks prontos (os famosos GTs em lata). É a opção para quem busca destilados com garantia de fábrica.
- Lambe Lambe: Outra que carrega o selo de “bebida mineira” nas reportagens de tendências. Seus fermentados em lata oferecem praticidade e sabor complexo, longe das misturas amadoras.
Por que a Lata é o “Escudo” de 2026?

Vamos separar o pânico da prevenção. A lata não é mágica, mas é rastreável.
- Lacrada de Fábrica: É muito mais difícil para um fraudador violar uma lata de alumínio sem deixar rastros do que reabastecer uma garrafa de vidro ou plástico.
- Fim do Vidro: A Prefeitura de BH já proíbe vidro nos blocos (“Carnaval é na Lata”). Agora, essa regra de segurança física vira também segurança sanitária.
- Campo de Visão: Ao abrir a lata você mesmo, evita-se o drink manipulado longe dos seus olhos, onde o risco de adulteração com álcool impróprio (metanol) é maior.
Checklist de Sobrevivência (Salve no Celular)
Para curtir os blocos sem terminar na UPA, siga o guia prático:
- ✅ Confira o Lacre: A lata deve estar estufada corretamente e sem sinais de violação no anel.
- 👀 Preço Milagroso: Desconfie. Se a Xeque Mate custa R$ 15,00 na média e alguém vende a R$ 5,00, o risco de ser um lote falsificado ou roubado é alto.
- 📍 Compre de Credenciados: Ambulantes oficiais têm cadastro na PBH, o que facilita a fiscalização.
Veredito: O Carnaval é uma economia de confiança. Em 2026, a “latinha de BH” deixa de ser apenas uma escolha por sabor e vira um atestado de procedência. Se a bebida tem CNPJ, endereço e lacre, o brinde é mais seguro.