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Minas na lanterna: Estado terá pior salário do Sudeste e perde até para Rondônia em 2026

Minas Gerais é a terceira maior economia do país, mas quando o assunto é o dinheiro no bolso do trabalhador, o estado está ficando para trás. Um estudo inédito da consultoria global Gi Group Holding, divulgado pela Exame, traz uma projeção preocupante: em 2026, Minas terá, isoladamente, a pior média salarial do Sudeste.

O dado que mais choca, no entanto, é a comparação nacional. A projeção aponta que a renda média do mineiro ficará abaixo até mesmo de estados com economias menores, como Rondônia.

O Ranking da Desigualdade Regional

A tabela, baseada em dados de 2024 e projeções para 2026, mostra que enquanto o Distrito Federal e São Paulo disparam, Minas patina no crescimento da renda.

Para 2026, a estimativa do salário médio é:

  • 🏢 São Paulo: R$ 4.298
  • 🏖️ Rio de Janeiro: R$ 4.106
  • 🛢️ Espírito Santo: R$ 3.554
  • 🔺 Minas Gerais: R$ 3.201

A diferença para o líder regional (SP) é de mais de **R$ 1.000 mensais**. Mesmo o Espírito Santo, com território e população menores, paga em média R$ 353 a mais que Minas.

O “Fator Rondônia”

O estudo destaca o avanço do Centro-Oeste e do Norte, impulsionados pelo agronegócio e energia. É aqui que Minas perde posições históricas. A projeção aponta que, em 2026, o trabalhador de Rondônia terá um salário médio de R$ 3.312 — cerca de R$ 111 acima da média mineira. O Mato Grosso também aparece bem à frente, com projeção de R$ 3.861.

Enquanto outros estados diversificam com agronegócio de alta tecnologia e serviços, Minas segue muito dependente da mineração e indústria tradicional, o que segura a média salarial para baixo.

Por que estamos ganhando menos?

O estudo elenca as “Observações” que movem os ponteiros da economia.

  • DF (R$ 5.547): Impulsionado pelo funcionalismo público (maior do país).
  • SP (R$ 4.298): Alta concentração de indústrias e serviços (que costumam pagar melhores salários em cargos de gestão/tech).
  • Minas Gerais (R$ 3.201): Focada em “Mineração e Indústria”.

A leitura do mercado é clara: sem uma explosão no setor de serviços qualificados e tecnologia, Minas continuará sendo um estado rico com uma população de renda média estagnada.

Tati Oliveira
Tati Oliveira
Há quase 15 anos no mercado de comunicação, é apaixonada pela notícias e trabalha no jornalismo cobrindo entretenimento, grandes eventos e futebol.