Quando Donald Trump tuitava (ou ameaça tarifas), o dólar subia. Agora, com o cenário global fervendo em incertezas envolvendo EUA, China e Rússia, o dinheiro grosso do mercado financeiro correu para se esconder. E o esconderijo fica no subsolo de Minas Gerais.
O medo da instabilidade cambial e geopolítica fez a cotação do metal precioso disparar, transformando o Ouro no novo “vice-campeão” moral da nossa balança comercial, assumindo o 3º lugar no ranking de exportações do estado e desbancando produtos tradicionais.
O resultado foi divulgado nesta quarta-feira, 7, pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais.
O Novo Pódio das Exportações de MG
Os dados consolidados mostram que a insegurança mundial valorizou o que Minas tem de mais sólido. Veja como ficou o “Top 3” da economia mineira:
- 🥇 Minério de Ferro: US$ 12,2 Bilhões (A base inabalável da nossa economia).
- 🥈 Café: US$ 11,3 Bilhões (O agro que segura as pontas com o dólar alto).
- 🥉 Ouro: US$ 3,2 Bilhões (O refúgio do medo).
“Fechamos 2025 com números surpreendentes no comércio exterior e isso só foi possível, devido às políticas públicas adotadas pelo Governo de Minas, que estimulam a promoção de produtos e empresas mineiras em novos países Conseguimos superar desafios, abrindo mais mercados e garantindo também maior atração de investimentos em Minas”, afirma a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa.
Por que o Ouro subiu tanto?
É a velha lei do mercado financeiro: aversão ao risco. Em tempos de “loucuras” geopolíticas, sanções comerciais e moedas fiduciárias (Dólar/Euro) oscilando, grandes fundos de investimento e Bancos Centrais param de comprar “papéis” e compram ativo real.
O ouro físico não fale, não sofre impeachment e não perde valor se um país entrar em guerra.
“O investidor vende o risco e compra a segurança. E a segurança, hoje, é extraída das minas gerais”
Minas como o “Cofre do Mundo”
O resultado prático é que as tensões em Washington, Moscou ou Pequim enchem o cofre aqui dentro. A disparada do preço da onça-troy no mercado internacional fez com que, mesmo sem aumentar drasticamente o volume de extração, o faturamento em dólares explodisse.
Minas Gerais reafirma sua vocação histórica: não exportamos apenas commodities; exportamos a estabilidade que um mundo desesperado procura.