Se existe um trauma universal no Carnaval de rua brasileiro, é a saga para encontrar um banheiro químico livre (e em condições de uso). Mas, se depender dos números de 2026, o folião de Belo Horizonte pode comemorar um título inédito e muito bem-vindo: a capital mineira é a cidade com a maior proporção de cabines sanitárias por pessoa durante a folia.
O dado foi revelado por um levantamento da Agência Pública, que cruzou a estimativa de público das principais capitais carnavalescas do país com o número de estruturas sanitárias disponibilizadas pelas prefeituras e produtoras. Belo Horizonte deixou gigantes como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador comendo poeira.
Enquanto outras capitais apostaram apenas em trios elétricos maiores, BH entendeu que infraestrutura básica é o que fideliza o turista. Segundo a pesquisa da Agência Pública, a densidade de cabines espalhadas pelas regionais de BH (especialmente Centro-Sul e Leste, onde a concentração de megablocos é maior) garantiu que o folião andasse menos metros e pegasse menos fila para usar o banheiro.
Ranking da agência pública
- Olinda – 1 a cada 2 mil foliões
- São paulo – 1 a cada 1074 foliões
- Salvador – 1 a cada 280 foliões
- Rio de janeiro – 1 a cada 185 foliões
- Belo Horizonte – 1 a cada 17 foliões
- Recife – não respondeu
Essa vitória logística é resultado direto da organização antecipada. Como os blocos de BH possuem trajetos muito bem definidos e aprovados previamente pela Belotur, a produção consegue mapear os “bolsões de alívio” em pontos estratégicos, evitando o estrangulamento.
O Carnaval de Belo Horizonte em 2026 provou que o sucesso não se mede apenas pelo tamanho do trio elétrico, mas pela qualidade da entrega. Vencer o ranking de banheiros químicos não tem o mesmo glamour de anunciar uma atração internacional, mas é o detalhe que faz o turista de São Paulo dizer: “No ano que vem, eu volto pra Minas”.