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Semáforos inteligentes reduzem viagem de ônibus e congestionamento em trecho de BH

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Passageiros que atravessam o corredor das ruas Niquelina e Domingos Vieira, no bairro Santa Efigênia, passaram a gastar cerca de três minutos a menos no percurso durante o pico da manhã. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, o ganho foi registrado após a instalação de semáforos inteligentes em nove cruzamentos, com aumento de até 30% na velocidade dos ônibus.

Os benefícios apresentados pelo município também alcançaram o trânsito geral, com redução do congestionamento nas duas ruas e sem aumento significativo nas vias transversais. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira, 22 de outubro, em audiência pública na Câmara Municipal, e se referem especificamente ao corredor testado.

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Menos tempo no ônibus para quase 8,9 mil passageiros

O trecho monitorado tem 2,6 quilômetros e recebe, segundo a estimativa municipal, 8.874 passageiros beneficiados por dia. Nesse percurso, a prioridade nos cruzamentos ajudou os coletivos a avançar com menos tempo de viagem no horário em que muitas pessoas se deslocam para o trabalho e para a escola.

A economia de aproximadamente três minutos foi medida no pico da manhã. O resultado corresponde à passagem pelo corredor, não à duração completa das linhas que utilizam essas ruas, mas representa uma melhora concreta em uma parte do trajeto diário dos usuários.

Conforme o balanço apresentado pela PBH e publicado pela Câmara Municipal, 33% das passagens dos ônibus receberam algum tipo de prioridade semafórica durante o período avaliado. O sistema funciona desde maio e modifica a programação dos sinais conforme identifica a aproximação dos coletivos.

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Trânsito geral também apresentou melhora

Na Rua Niquelina, o congestionamento caiu 17% durante o pico da manhã. Na Domingos Vieira, a redução registrada foi de 13,5% no pico da tarde, indicando benefícios em diferentes momentos da circulação pelo corredor.

Os percentuais correspondem a ruas e horários distintos, portanto não devem ser somados nem apresentados como uma redução uniforme em toda a região. Ainda assim, os dados municipais mostram que a melhora observada não ficou restrita aos ônibus.

Outro resultado relevante foi a ausência de aumento significativo do congestionamento nas ruas que cruzam o trecho monitorado. No piloto, isso indica que a prioridade ao transporte coletivo pôde ser combinada com uma circulação melhor no corredor sem agravamento expressivo nas vias transversais.

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Como o sinal ajuda o coletivo a seguir viagem

Câmeras identificam quando um ônibus se aproxima e enviam essa informação ao sistema de controle. A programação pode antecipar a abertura do sinal ou prolongar o verde, permitindo que o veículo atravesse o cruzamento.

A tecnologia, chamada de laço virtual, utiliza imagens e algoritmos no lugar de parte dos sensores físicos instalados no pavimento. A prioridade ocorre conforme a operação identifica a necessidade, sem significar que todos os sinais ficarão permanentemente abertos para os ônibus.

Para o passageiro, o efeito medido aparece no tempo necessário para percorrer o trecho. Para a gestão do trânsito, o teste oferece indicadores de velocidade, prioridade concedida e congestionamento que podem orientar os ajustes em outros corredores.

Resultados ajudam a orientar a expansão

O Moon BH mostrou nesta semana a proposta de usar recursos da contribuição de iluminação pública para financiar semáforos inteligentes. Os números apresentados agora acrescentam ao debate sobre financiamento uma referência de desempenho já observado nas ruas.

Na audiência, a prefeitura informou que pretende chegar a 576 controladoras integradas ao Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte até dezembro. A etapa abrangeria aproximadamente metade dos cruzamentos semaforizados da capital, com o restante previsto para 2027.

A ampliação precisará considerar as características de cada via, como volume de veículos, circulação de pedestres e quantidade de linhas de ônibus. “Cada local vai ter uma solução própria”, afirmou o subsecretário municipal Lucas Colen ao explicar que os resultados de Santa Efigênia não serão necessariamente iguais em toda a cidade.

O piloto oferece uma referência positiva para essa próxima etapa: viagens mais curtas para os passageiros e menos congestionamento nos períodos avaliados. A medição em novos corredores permitirá verificar onde esses benefícios se repetem e quais ajustes serão necessários para melhorar os deslocamentos em outras regiões de BH.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.