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Ataques põe BH em alerta: população de rua exige resposta e segurança

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O debate sobre o crescimento da população em situação de rua em Belo Horizonte ultrapassou as fronteiras da assistência social e da saúde pública. Uma sequência recente de episódios de violência não provocada expôs a necessidade de integrar as políticas de acolhimento com estratégias diretas de segurança pública na capital mineira.

Nas últimas semanas, três ocorrências trouxeram a imprevisibilidade para o centro da discussão:

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Barro Preto: Na Avenida Augusto de Lima, imagens de segurança flagraram uma mulher sendo atingida por um chute repentino (“voadora”) desferido por um homem apontado como pessoa em situação de rua. A agressão ocorreu de forma aleatória, sem qualquer conflito prévio, gerando forte sensação de insegurança em pedestres.

Noroeste (Av. Carlos Luz): Dois homens que dormiam no pátio de um posto de combustíveis atacaram um funcionário com pedras após serem orientados a deixar o espaço para uma manutenção. Eles acabaram presos por ameaça e dano ao patrimônio.

Savassi: O responsável por uma van de lanches teve o para-brisa do veículo apedrejado e equipamentos destruídos por um homem que tentava incendiar lixo na região. O comerciante relatou que já conhecia o agressor e costumava lhe oferecer comida.

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O limite entre a vulnerabilidade e a segurança pública

A sequência de ataques não permite a conclusão de que as pessoas em situação de rua estão ficando mais violentas ou que representam, em sua totalidade, um grupo criminoso. Pelo contrário: as pessoas nas ruas formam uma população de vulnerabilidade extrema e são vítimas frequentes de violações de direitos. Contudo, os episódios isolados mostram o limite do poder público ao tratar ocorrências de ameaça, lesão e dano apenas sob a ótica do acolhimento.

O desafio logístico do município segue em franca expansão. O número de famílias em situação de rua registradas no Cadastro Único em Belo Horizonte saltou de 15.495 em janeiro de 2026 para 16.727 em setembro. A Prefeitura tenta absorver o contingente por meio dos Centros Pop, de vagas em abrigos e da criação de programas como o “Viver de Novo”, mas o crescimento do fenômeno esbarra na necessidade de respostas criminais e de ordenamento urbano.

A busca por um modelo híbrido

A dicotomia entre “repressão” e “assistência” tem se provado ineficaz para o convívio nas vias de BH. Uma pessoa em crise de dependência química ou sofrimento mental necessita de atendimento clínico; entretanto, quando o comportamento resulta em agressões a trabalhadores ou destruição do patrimônio, configura-se uma ocorrência policial imediata.

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Um ensaio de integração já ocorre na Savassi. Em julho, moradores, comerciantes e a Prefeitura firmaram um pacto local que prevê a atuação simultânea: ampliação do atendimento às pessoas em situação de rua atrelada ao reforço ostensivo da segurança pública. Quando agressões passam a ser documentadas com frequência em circuitos de segurança, o município se vê forçado a abandonar a atuação isolada de suas secretarias para garantir que a proteção aos direitos humanos não signifique a normalização da violência urbana.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.