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BRT Amazonas: estudos chegam a R$ 22 milhões e operação já ganha previsão em BH

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O contrato de estudos e projetos do BRT Amazonas, em Belo Horizonte, chegou a R$ 22,28 milhões após um novo acréscimo de aproximadamente R$ 1,62 milhão. O aumento financia serviços técnicos da preparação do empreendimento, enquanto a entrada em operação do corredor permanece prevista para 2030.

O aditivo foi assinado na segunda-feira (5) e divulgado na terça-feira (6). Para quem depende dos ônibus que circulam pela avenida, a atualização exige distinguir duas etapas: o dinheiro destinado a desenvolver os projetos e a contratação das obras que permitirão colocar o sistema em funcionamento.

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O que o novo acréscimo vai pagar

Segundo reportagem do Diário do Comércio sobre o aditivo, o valor adicional corresponde a 7,88% e contempla levantamentos, sondagens e ensaios especializados. Esses serviços integram a elaboração dos projetos de engenharia.

A Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura explicou ao veículo que o avanço dos trabalhos revelou necessidades adicionais. A estrutura considerada inicialmente não seria suficiente para realizar todos os ensaios dentro do prazo necessário.

O contrato original, assinado em março de 2025, tinha valor de R$ 20,54 milhões. Com os dois acréscimos informados, o total passou a R$ 22,28 milhões, aumento acumulado de 8,49%; a secretaria afirma que a alteração busca assegurar a continuidade dos trabalhos, sem modificar o cronograma originalmente pactuado.

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Quando o BRT Amazonas deve funcionar

Na página oficial do Move Amazonas, a prefeitura prevê concluir a etapa de estudos e projetos em agosto de 2027. Também informa que será necessária uma nova licitação para executar as obras, com implantação estimada entre 2028 e 2030.

Esse calendário representa uma previsão de planejamento, e não uma entrega já assegurada. Para o passageiro, o novo aditivo não significa que as estações estejam prontas para construção imediata nem que os itinerários tenham sido definitivamente estabelecidos.

Mudanças vão alcançar linhas municipais e metropolitanas

O projeto contempla 39,7 quilômetros de intervenções viárias, dos quais 8,64 quilômetros nas avenidas Amazonas e Olegário Maciel terão solução em BRT. A proposta também prevê conexões com o Barreiro e Contagem, ampliando o alcance para além do eixo principal.

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A PBH informa que linhas municipais e metropolitanas serão reorganizadas. Os trajetos e novos atendimentos dependem dos estudos de demanda, o que impede tratar o desenho futuro da rede como uma mudança já definida para cada usuário.

Para acompanhar o empreendimento, o valor do contrato precisa ser observado junto das entregas previstas em cada etapa. A conclusão dos projetos, a abertura da licitação das obras e a divulgação dos novos percursos serão os marcos que permitirão ao passageiro entender quando a intervenção começará a alterar sua viagem.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.