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Planetário de BH permite “ouvir” planetas e estrelas em experiência imersiva

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Como seria perceber uma estrela surgindo sem precisar enxergá-la? Ou acompanhar a órbita de um planeta usando o ouvido em vez dos olhos? Uma sessão do Planetário do Espaço do Conhecimento UFMG, em Belo Horizonte, está usando som para transformar informações astronômicas em uma experiência que pode ser percebida de outra maneira.

“Universo Sonoro: Tour pelo Sistema Solar” utiliza uma técnica chamada sonificação de dados. Informações normalmente representadas por imagens ou gráficos são convertidas em estímulos sonoros, permitindo que características e movimentos sejam interpretados também pela audição.

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A atividade foi criada especialmente para ampliar o acesso de pessoas com deficiência visual, mas é aberta ao público em geral. As próximas sessões acontecem nos sábados de 12, 19 e 26 de setembro, às 14h, no planetário localizado na Praça da Liberdade.

O que significa “ouvir” o Sistema Solar?

A experiência não tenta reproduzir literalmente o som que um planeta faria no espaço.

A proposta é transformar dados astronômicos em áudio. Determinadas informações recebem correspondências sonoras, permitindo que o público reconheça variações, posições ou movimentos por meio da audição.

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De acordo com o Espaço do Conhecimento UFMG, a experiência simula uma viagem em uma espaçonave capaz de converter objetos do cosmos em sons. Durante a sessão, o visitante pode “ouvir” estrelas aparecerem e planetas orbitarem pelo planetário enquanto imagens astronômicas são transformadas por sonificação de dados.

A técnica oferece uma maneira diferente de apresentar conhecimento científico. Em vez de depender exclusivamente de projeções visuais, parte da informação ganha uma representação sonora.

Sessão nasceu como experiência de acessibilidade

O “Universo Sonoro” integra o Festival Acessa BH 2026, realizado ao longo de setembro em diferentes espaços culturais da cidade.

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No Espaço do Conhecimento, a programação foi organizada com atividades direcionadas a diferentes públicos, incluindo pessoas cegas ou com baixa visão, pessoas autistas e pessoas surdas.

A própria escolha do planetário chama atenção porque astronomia é uma área frequentemente apresentada por meio de imagens. Fotografias de planetas, constelações, galáxias e nebulosas ocupam grande parte da comunicação científica sobre o universo.

Ao converter parte dessas informações em sons, o museu tenta reduzir justamente essa dependência visual.

O local já aparece entre os equipamentos culturais que integram o Circuito Liberdade, roteiro que permite percorrer museus e espaços científicos praticamente sem sair do entorno da praça.

Planetário terá outras sessões adaptadas

A programação de inclusão não termina no “Universo Sonoro”.

Nos domingos de 13 e 27 de setembro, o Planetário Netuno terá sessões direcionadas a crianças e adultos autistas. “Era Uma Vez no Céu: Andrômeda e Perseu” combina constelações e mitologia, enquanto “Dois Pedacinhos de Vidro” conta a história dos telescópios desde Galileu até os instrumentos atuais.

Essas sessões são gratuitas e têm capacidade de até 35 pessoas. A configuração foi pensada especificamente para o público com Transtorno do Espectro Autista.

O museu também terá atividades em Libras e uma intervenção em sua fachada digital. Até o fim do mês, termos ligados a cidades da Região Metropolitana, mobilidade e cotidiano urbano serão exibidos em Língua Brasileira de Sinais.

A presença da UFMG nessa programação conecta divulgação científica e acessibilidade em um equipamento que recebe visitantes de diferentes idades.

Quanto custa e como conseguir ingresso

As sessões do “Universo Sonoro: Tour pelo Sistema Solar” acontecem às 14h nos dias 12, 19 e 26 de setembro. Cada apresentação dura aproximadamente 35 minutos e pode receber até 61 participantes.

O ingresso custa R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada. A venda acontece exclusivamente na recepção do museu no próprio dia da atividade, a partir de duas horas antes do início.

O Espaço do Conhecimento UFMG fica na Praça da Liberdade, 700, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte.

A instituição faz apenas um alerta: como a experiência utiliza diversos estímulos sonoros e possui caráter imersivo, a sessão não é recomendada para pessoas com sensibilidade auditiva.

Para o restante do público, a proposta oferece uma forma incomum de explorar astronomia. Em vez de apenas olhar para o teto do planetário, o visitante também poderá fechar os olhos e tentar descobrir como o Sistema Solar pode ser traduzido em som.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.