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Concorrente de peso do Airbnb desembarca em BH com 433 apartamentos e promete lucro alto para investidores

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O mercado de hospedagens flexíveis de Belo Horizonte acaba de ganhar um novo e robusto competidor. A operadora Charlie, tratada pelo mercado como uma concorrente indireta do Airbnb, iniciou sua expansão na capital mineira com três grandes empreendimentos que, somados, podem colocar até 433 apartamentos sob sua gestão.

A ofensiva ocorre em um momento de extrema cautela e readequação jurídica no setor imobiliário. Em maio, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) formou o entendimento de que o uso profissional de imóveis para estadias curtas (o chamado short stay) em condomínios residenciais depende da aprovação formal de ao menos dois terços dos condôminos.

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A aterrissagem da marca em Minas Gerais foi viabilizada por parcerias de peso com a FBR Incorporadora e a Janeiro Engenharia (do Grupo MIP). Os apartamentos mapeados estão fincados em empreendimentos estratégicos na região Centro-Sul: Carbon, Walk Lourdes e Walk Funcionários. A empresa já estuda avançar para a Savassi nos próximos meses.

Os 433 apartamentos representam o teto de administração potencial da operadora nesses três prédios, que ainda estão em fase de lançamento ou construção. A estratégia do Charlie, portanto, é uma aposta de médio prazo na profissionalização de edifícios que já nascem planejados para abraçar moradores fixos, investidores e hóspedes de curta temporada.

Charlie x Airbnb: qual é a diferença na prática?

Quarto Airbnb

O Charlie não é apenas um mural de anúncios como o Airbnb. Enquanto a plataforma norte-americana atua como intermediária entre o anfitrião e o hóspede, a empresa brasileira assume a operação e a “dor de cabeça” de forma integral — inclusive divulgando as unidades em múltiplos canais de reserva simultaneamente.

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O pacote oferecido ao investidor inclui:

  • Estudo de viabilidade e projeto de interiores.
  • Preparação física do imóvel.
  • Precificação dinâmica das diárias.
  • Limpeza, manutenção preventiva e atendimento 24h ao hóspede.
  • Acompanhamento financeiro completo.

A marca chega a Belo Horizonte chancelada por sua atuação em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Com mais de 2,6 mil apartamentos no portfólio e 2 milhões de diárias acumuladas, a meta da operadora é ambiciosa: atingir a marca de 16 mil unidades geridas até 2030.

O foco geográfico e a promessa de rentabilidade

A escolha pelos bairros Lourdes e Funcionários é cirúrgica. A região concentra o polo hospitalar da capital, edifícios comerciais de alto padrão e atrações culturais, garantindo fluxo constante de executivos, turistas de negócios e familiares de pacientes em tratamento prolongado.

O grande apelo comercial da operadora é financeiro: a promessa de superar o rendimento do aluguel residencial tradicional. As projeções elaboradas para os empreendimentos parceiros em BH apontam um retorno líquido médio de até 0,84% ao mês.

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No caso do empreendimento Walk Funcionários, a simulação divulgada considera:

  • Aquisição do imóvel: R$ 483 mil.
  • Mobiliário e equipamentos: R$ 83 mil.
  • Retorno líquido estimado: R$ 4.770 mensais (já descontados a taxa de operação do Charlie, condomínio, IPTU, energia e internet).

Para efeito de comparação, o Índice FipeZAP apontou em maio de 2026 uma rentabilidade média de apenas 0,44% ao mês para o aluguel residencial comum em Belo Horizonte.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.