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Unimed anuncia nova exigência para mais de 1,6 milhão de clientes do plano de saúde

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A Unimed começou a implantar o cadastro de biometria facial no aplicativo, e a tecnologia deve substituir de forma gradual o antigo modelo de reconhecimento por impressão digital. A mudança não é pequena. A cooperativa encerrou 2025 com mais de 1,6 milhão de beneficiários, presença em 46 municípios, 5.457 médicos cooperados e 18 unidades assistenciais próprias.

Trata-se de uma alteração em massa na forma como boa parte da Grande BH acessa consultas, exames e atendimentos de saúde privada, e o novo sistema vai valer tanto para atendimentos presenciais quanto para os canais digitais da operadora.

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Como vai funcionar o novo cadastro facial?

O processo passa inteiramente pelo aplicativo. O recadastramento será obrigatório para clientes com mais de dois anos de idade, e cada pessoa do plano, titular e dependentes, precisa concluir o próprio cadastro separadamente.

A orientação divulgada pela cooperativa é direta: tirar a foto em local bem iluminado, sem boné ou óculos, segurando o celular na altura dos olhos, e enviar um documento oficial com foto para confirmar a identidade. Durante a fase de transição, nenhum atendimento será negado a quem ainda não tiver concluído a validação, segundo a mesma reportagem.

A validação terá uso individual. Titular e dependentes precisam atualizar os próprios dados e cadastrar a biometria separadamente. Na prática, isso significa que uma família com plano de saúde deverá organizar o cadastro de cada pessoa, inclusive crianças que se enquadrem na regra.

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Por que saúde e biometria exigem mais cuidado

A biometria facial não é uma senha comum. Se uma senha vaza, o usuário troca. Se o rosto vira dado exposto, o problema é mais complexo. Dados biométricos são únicos, permanentes e capazes de identificar uma pessoa de forma direta.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados trata dados biométricos como dados pessoais sensíveis pela LGPD e destaca que eles exigem tratamento rigoroso por causa dos riscos à privacidade e aos direitos dos titulares.

Unimed
Unimed-BH Foto: Divulgação

Na saúde, essa preocupação aumenta. O setor já trabalha com informações íntimas: exames, diagnósticos, consultas, medicamentos, pedidos médicos, reembolsos, histórico de atendimento e dados financeiros do plano. Quando a biometria entra nessa engrenagem, o cliente precisa entender com clareza para que o dado será usado, quem terá acesso, por quanto tempo ficará armazenado, se haverá compartilhamento com fornecedores de tecnologia e como será feita a proteção contra incidentes.

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Por que trocar a digital pelo reconhecimento facial?

A resposta oficial da Unimed-BH está ligada ao combate a fraudes. Em atendimentos médicos, confirmar corretamente quem é o beneficiário evita uso indevido de carteirinha, cobranças equivocadas e inconsistências no histórico de atendimento, problemas que pressionam o custo de toda a carteira de clientes.

Nem toda a base, porém, tem a mesma facilidade com aplicativos, câmeras e envio de documentos digitais. Idosos, responsáveis por crianças pequenas, pessoas com deficiência e clientes com celulares mais antigos podem precisar de orientação mais próxima para não ficar de fora do processo. É justamente aí que mora o risco prático da mudança: uma ferramenta pensada para dar segurança pode, na ponta, virar barreira de acesso a quem tem menos familiaridade digital.

Essa mudança é isolada ou parte de uma tendência maior?

É parte de um movimento mais amplo no setor de planos de saúde. O cartão físico, a central telefônica e a recepção presencial vêm perdendo espaço para aplicativo, teleconsulta, autorização digital, guia eletrônico e agora identificação biométrica.

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Redação - Moon BH
Redação - Moon BHhttps://moonbh.com.br
Jornalistas especializados na cobertura diária da cultura, entretenimento e política que acontece em Belo Horizonte e no Brasil, trazendo informações precisas e objetivas.