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Caixa tem imóveis com até 90% de desconto para quem busca apartamentos em BH

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Comprar um apartamento em Belo Horizonte por um valor abaixo da avaliação voltou a entrar no radar de famílias e investidores com a nova rodada de venda de imóveis da Caixa Econômica Federal.

A campanha nacional reúne 2.660 propriedades, entre apartamentos, casas, terrenos e imóveis comerciais, com descontos que podem chegar a 90% em determinados lotes. O percentual máximo não se aplica a todas as unidades, mas a lista disponível em julho inclui oportunidades relevantes na capital mineira.

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Entre os apartamentos anunciados em Belo Horizonte, há imóveis com preços mínimos mais de 30% inferiores ao valor de avaliação. Em alguns casos, o comprador também pode utilizar o saldo do FGTS, desde que cumpra as regras e essa possibilidade esteja expressamente prevista no anúncio.

A combinação de desconto, variedade de bairros e participação pela internet faz com que os leilões e licitações da Caixa deixem de ser procurados apenas por investidores profissionais. Para quem pesquisa com antecedência, eles também podem representar um caminho para a primeira moradia ou para a troca de imóvel.

Apartamentos aparecem com descontos próximos de 40%

As condições variam conforme o apartamento, a modalidade de venda e o momento da disputa. Em Belo Horizonte, um dos imóveis anunciados pela Caixa está no Residencial Ipê, no bairro Monte Azul.

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O apartamento tem dois quartos, uma vaga de garagem e 50,13 metros quadrados de área privativa. Avaliado em R$ 180 mil, ele aparece com preço mínimo de R$ 106.667,03, equivalente a um desconto de 40,74%. A disputa está prevista para 27 de julho.

Outra opção está no Condomínio Vista Azul, no bairro Santa Amélia. Avaliada em R$ 206 mil, a unidade tem preço mínimo de R$ 129.661,20, redução de 37,06%. O anúncio permite o pagamento com recursos próprios e a utilização do FGTS, conforme o enquadramento do interessado.

Os exemplos mostram que o desconto de 90% funciona como o teto da campanha nacional, enquanto as oportunidades encontradas em apartamentos da capital apresentam percentuais diferentes. Mesmo assim, abatimentos próximos de 40% podem representar uma economia expressiva em comparação com o valor usado como referência pela instituição.

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No caso do imóvel do Monte Azul, por exemplo, a diferença entre a avaliação e o lance mínimo supera R$ 73 mil. No Santa Amélia, a redução inicial passa de R$ 76 mil.

O portal da Caixa também apresenta apartamentos maiores e em outras faixas de preço. No bairro Manacás, uma unidade de dois quartos e 62,43 metros quadrados foi avaliada em R$ 230 mil e tem valor mínimo de R$ 183.107,26 no segundo leilão, marcado para 20 de julho.

Já no Santa Mônica, um apartamento com 124,09 metros quadrados de área privativa está em leilão com datas previstas para 24 e 30 de julho. A variedade permite que o interessado filtre as buscas não apenas pelo menor preço, mas também por localização, tamanho e potencial de uso.

Como funcionam os leilões de imóveis da Caixa

A Caixa mantém um portal próprio para a comercialização das propriedades. Nele, o interessado pode escolher o estado, a cidade, o tipo de imóvel, a quantidade de quartos, a faixa de preço e a modalidade de venda.

Os imóveis podem aparecer em leilão, licitação aberta, venda online ou outras modalidades. Embora os procedimentos tenham diferenças, a lógica geral é semelhante: existe um preço mínimo e vence o participante que apresentar a melhor proposta válida dentro das condições estabelecidas.

No leilão, os lances são feitos por meio do site do leiloeiro indicado no edital. Em muitos casos, há uma primeira e uma segunda data. O segundo leilão pode ter um valor mínimo inferior ao da primeira etapa, conforme as condições jurídicas e financeiras da unidade.

Na licitação aberta, os participantes também apresentam propostas a partir do valor mínimo. A documentação, o cronograma e as regras para a escolha do vencedor ficam disponíveis no edital de cada disputa.

A Caixa mantém ainda uma área com calendário, lista de imóveis, orientações de compra e cartilha destinada aos arrematantes. Todo o processo começa pela consulta no portal oficial, onde é possível abrir a página individual da unidade e verificar matrícula, valor de avaliação, preço mínimo e formas aceitas de pagamento.

O cadastro deve ser realizado antes da participação. Dependendo da modalidade, também pode ser necessário fazer uma habilitação no site do leiloeiro e aceitar os termos do edital.

O que verificar antes de apresentar uma proposta

Apesar do ambiente de oportunidades, a compra exige planejamento. O primeiro passo é comparar o preço mínimo com imóveis semelhantes no mesmo bairro. A avaliação da Caixa é uma referência, mas o comprador deve considerar estado de conservação, condomínio, localização e eventual necessidade de reforma.

Também é importante baixar a matrícula atualizada, ler o edital e conferir se a unidade está ocupada. Quando existe ocupante, a responsabilidade por providenciar a desocupação pode ficar com o novo proprietário, dependendo das regras da venda.

Outro ponto é o custo total. Além do lance, podem existir comissão do leiloeiro, ITBI, registro, condomínio, IPTU e despesas com documentação. Alguns lotes estabelecem regras específicas para dívidas anteriores, inclusive limites de responsabilidade da Caixa e do comprador.

Em apartamentos anunciados por licitação aberta em Belo Horizonte, por exemplo, há casos em que o adquirente responde por débitos de condomínio até o equivalente a 10% do valor de avaliação, enquanto a instituição assume o que ultrapassar esse limite. A regra deve ser conferida individualmente, porque não vale da mesma maneira para todos os imóveis.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.