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Os bairros de BH onde o aluguel já passa de R$ 70 o metro quadrado

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Alugar um imóvel em Belo Horizonte ficou mais caro em 2026, e a pressão se concentra principalmente nos bairros da região Centro-Sul. Lourdes, Savassi e Santo Agostinho aparecem no topo dos levantamentos mais recentes do mercado imobiliário, com valores que já passam de R$ 68 por metro quadrado e, dependendo da metodologia, ultrapassam R$ 80/m².

Segundo o Índice de Aluguel QuintoAndar de abril de 2026, o aluguel médio em Belo Horizonte chegou a R$ 46,10 por metro quadrado. A alta foi de 11% em 12 meses e de 5,8% no acumulado do ano.

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O avanço mostra que a capital mineira vive um mercado aquecido, com menos margem para negociação. O desconto médio entre o preço anunciado e o contrato fechado ficou em apenas 1,6%, sinal de que proprietários têm conseguido alugar imóveis com pouca redução em relação ao valor pedido.

O ranking também mostra uma diferença importante entre morar bem localizado e morar com mais espaço. Nos bairros mais caros, apartamentos menores podem ter aluguel mensal parecido com imóveis maiores em regiões intermediárias. Por isso, o valor por metro quadrado virou a régua mais útil para comparar preços.

Os bairros mais caros para alugar em BH

Pelo levantamento QuintoAndar/Imovelweb de abril de 2026, Lourdes lidera o ranking, com aluguel médio de R$ 74,70 por metro quadrado. Em seguida aparecem Savassi, Santo Agostinho, Funcionários e Barro Preto.

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Veja o top 10:

1º Lourdes – R$ 74,70
2º Savassi – R$ 70,60
3º Santo Agostinho – R$ 68,20
4º Funcionários – R$ 63,90
5º Barro Preto – R$ 60,90
6º Anchieta – R$ 55,90
7º Camargos – R$ 54,00
8º São Pedro – R$ 52,90
9º Buritis – R$ 52,30
10º Cruzeiro – R$ 49,90

A concentração na Centro-Sul não surpreende. Lourdes, Savassi, Santo Agostinho, Funcionários, Barro Preto, Anchieta, São Pedro e Cruzeiro estão em áreas com forte oferta de serviços, comércio, escolas, hospitais, bares, restaurantes, escritórios e boa conexão com o Centro.

O que chama atenção é a diferença entre o topo e a média da cidade. Lourdes custa cerca de 62% acima do valor médio de BH. Savassi fica 53% acima. Santo Agostinho, 48%.

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Essa diferença ajuda a explicar por que muitos moradores passaram a procurar bairros próximos, mas fora da faixa mais cara. Buritis, Sagrada Família, Gutierrez, Santa Amélia, Castelo, Prado, Havaí e Santa Tereza aparecem com frequência nas buscas de quem tenta equilibrar localização, preço e tamanho do imóvel.

Por que Lourdes, Savassi e Santo Agostinho são tão caros

Foto: Divino Advíncula/PBH

Lourdes combina localização central, prédios de alto padrão, comércio sofisticado e proximidade com a Savassi, o Centro e Santo Agostinho. É um bairro onde a oferta de imóveis costuma ter padrão mais alto e onde a procura por apartamentos compactos também pressiona o metro quadrado.

A Savassi tem outro tipo de força. O bairro concentra vida noturna, restaurantes, cafés, faculdades, clínicas, escritórios e serviços. Para jovens profissionais, estudantes de renda mais alta e pessoas que querem morar perto de tudo, a região continua sendo uma das mais desejadas de Belo Horizonte.

Santo Agostinho aparece entre os mais caros por uma combinação de localização, escassez de terrenos, padrão dos edifícios e proximidade com Assembleia Legislativa, hospitais, shopping, corredores de ônibus e áreas comerciais. Em alguns levantamentos mais recentes baseados em anúncios, o bairro já aparece como o metro quadrado de aluguel mais caro da cidade.

Funcionários e Barro Preto também entram nesse grupo por razões parecidas. São bairros centrais, com forte presença de serviços, escritórios, clínicas e acesso rápido a diferentes regiões da capital.

Outras áreas bem valorizadas

A surpresa do ranking é Camargos, na região Oeste, entre os dez mais caros do levantamento de abril. O bairro também apareceu como o que mais valorizou em 12 meses, com alta de 75,7% no aluguel. Esse tipo de salto pode refletir mudança na oferta, novos empreendimentos, poucos imóveis disponíveis ou distorções provocadas por anúncios de padrão mais alto em uma base menor.

Outro dado importante é o perfil do imóvel. Apartamentos de um quarto são os mais caros por metro quadrado em BH, com média de R$ 68,52/m². Os de dois quartos ficam em R$ 43,50/m², e os de três quartos, em R$ 41,21/m². Isso mostra que imóveis menores, muito procurados por estudantes, solteiros e casais sem filhos, têm cobrança proporcionalmente mais alta.

Para quem procura aluguel, o conselho é não comparar apenas o valor mensal. Um apartamento de R$ 3 mil pode ser caro ou barato dependendo do bairro, da metragem, do condomínio, da vaga de garagem e do estado do imóvel.

Também é preciso considerar o custo total. Em bairros nobres, condomínio e IPTU podem pesar tanto quanto o aluguel. Um imóvel aparentemente dentro do orçamento pode ficar inviável quando entram vaga, portaria, lazer, taxa condominial e contas fixas.

A tendência para 2026 é de mercado ainda pressionado. BH tem demanda forte por imóveis bem localizados, oferta limitada nos bairros mais desejados e um público disposto a pagar mais para morar perto do trabalho, de serviços e de áreas de lazer.

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Tati Oliveira
Tati Oliveira
Há quase 15 anos no mercado de comunicação, é apaixonada pela notícias e trabalha no jornalismo cobrindo entretenimento, grandes eventos e futebol.