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Mórmons abrem sua primeira igreja em Belo Horizonte e fazem doação de R$ 1,7 milhão

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A abertura do novo templo de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em Belo Horizonte, dos Mórmons, veio acompanhada de uma ação voltada à saúde pública da capital. A instituição, conhecida por muitas pessoas como igreja dos mórmons, doou R$ 1,7 milhão ao município para a compra de um mamógrafo destinado à rede municipal de saúde.

A doação foi formalizada em encontro com a Prefeitura de Belo Horizonte e divulgada pelo prefeito Álvaro Damião nas redes sociais. O equipamento deverá ampliar a capacidade de realização de exames de mamografia na cidade, uma das principais ferramentas de rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de mama.

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O gesto ocorre no mesmo período em que a Igreja abre as portas do Templo de Belo Horizonte para visitação pública. O espaço poderá ser conhecido pelo público entre os dias 13 e 27 de junho de 2026, exceto aos domingos. A cerimônia de dedicação está marcada para 16 de agosto.

A coincidência entre os dois movimentos dá à inauguração um alcance que vai além da dimensão religiosa. A chegada do templo coloca Belo Horizonte no mapa da expansão institucional da Igreja no Brasil, enquanto a doação do mamógrafo cria um efeito direto na rede pública de saúde.

Templo de Belo Horizonte abre para visitação pública

O Templo de Belo Horizonte Brasil foi anunciado em 2021 e teve a abertura de terra realizada em 2023. Construído na região da Pampulha, o edifício passa agora pela fase de apresentação à imprensa, convidados e público antes da dedicação oficial.

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Na tradição da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, templos têm função diferente das capelas usadas para reuniões semanais. Antes de serem dedicados, eles costumam ser abertos à visitação pública. Depois da dedicação, passam a ser usados para cerimônias religiosas reservadas a membros da instituição.

Para Belo Horizonte, a abertura tem peso simbólico. O templo é o primeiro dos Mórmons em Minas Gerais e se soma a outros já dedicados no país, em cidades como São Paulo, Campinas, Curitiba, Recife, Manaus, Porto Alegre, Fortaleza, Rio de Janeiro, Brasília, Belém e Salvador.

O Brasil é um dos países com maior presença da Igreja fora dos Estados Unidos. Segundo informações da própria instituição, mais de 1,5 milhão de santos dos últimos dias vivem no país, distribuídos em mais de 2 mil congregações.

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Em BH, a abertura do templo deve atrair membros de diferentes cidades mineiras, além de visitantes interessados em conhecer o espaço durante o período em que ele ficará aberto ao público.

Doação de mamógrafo reforça saúde da mulher em BH

Igreja dos Mórmons em Belo Horizonte
Foto: Divulgação

A doação de R$ 1,7 milhão para a compra de um mamógrafo se conecta a uma demanda permanente do SUS: ampliar o acesso a exames de rastreamento e diagnóstico do câncer de mama.

A mamografia é um exame central para identificar alterações suspeitas nas mamas, especialmente em fases iniciais. Em 2025, o Ministério da Saúde atualizou a orientação nacional e passou a recomendar o rastreamento mamográfico populacional para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos, dentro do SUS.

Em Belo Horizonte, a rede pública já realiza exames por meio de unidades próprias, hospitais conveniados e instituições parceiras. Ainda assim, a capacidade instalada é um ponto sensível, porque a demanda por exames aumenta conforme a população envelhece, campanhas de prevenção ganham força e mais mulheres são encaminhadas pelos centros de saúde.

A doação também segue uma linha de atuação social que a Igreja já mantém em diferentes áreas. Em Belo Horizonte, a instituição havia realizado, em 2020, a doação de lençóis ao Hospital Sofia Feldman por meio do programa Mãos que Ajudam, em ação ligada ao enfrentamento da pandemia.

No caso do mamógrafo, o valor é mais alto e o impacto pode ser duradouro. Diferentemente de uma campanha pontual, a compra de equipamento cria capacidade permanente para a rede municipal, desde que acompanhada de manutenção, profissionais treinados e organização do fluxo de exames.

A abertura do templo e a doação à Prefeitura também mostram como instituições religiosas buscam se apresentar à cidade por meio de ações públicas de maior visibilidade. Para a Igreja, o novo templo marca presença espiritual e institucional em Minas. Para BH, o mamógrafo representa ganho concreto em uma área em que tempo de diagnóstico pode mudar o rumo do tratamento.

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Redação - Moon BH
Redação - Moon BHhttps://moonbh.com.br
Jornalistas especializados na cobertura diária da cultura, entretenimento e política que acontece em Belo Horizonte e no Brasil, trazendo informações precisas e objetivas.

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