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Frango ou porco: qual carne substitui melhor o boi em Minas?

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O mineiro que chega ao açougue para comprar carne já percebeu que o churrasco e o almoço da semana ficaram mais calculados. Cortes bovinos tradicionais, como picanha, alcatra, contrafilé, patinho e até acém, continuam pesando no orçamento, enquanto frango e carne suína ganharam espaço como alternativas mais viáveis para manter proteína no prato sem estourar a conta do supermercado.

A troca não é apenas uma escolha culinária. Ela virou decisão econômica. Em muitas casas, o boi deixou de ser presença diária e passou a dividir a semana com coxa e sobrecoxa, peito de frango, pernil, lombo, costelinha, bisteca e copa-lombo. O consumidor compara preço por quilo, rendimento na panela, gosto da família, facilidade de preparo e valor nutricional.

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No balcão, a primeira resposta costuma favorecer o frango. Ele aparece com mais frequência nas promoções, tem cortes mais baratos, rende bem em preparos do dia a dia e se adapta a quase tudo: grelhado, ensopado, desfiado, assado, empanado, com quiabo, com legumes ou no arroz de domingo. Para quem busca economia imediata, coxa e sobrecoxa costumam ser as campeãs do custo-benefício.

Mas a carne suína entrou forte nessa disputa. O porco deixou para trás parte da imagem antiga de carne pesada e passou a ser comprado com mais naturalidade por famílias que buscam sabor, preço e variedade. Cortes como lombo e pernil podem competir bem com o frango em proteína e, muitas vezes, entregam mais sabor em receitas de forno, panela e churrasqueira.

Frango ou porco: qual pesa menos no bolso?

No preço puro, o frango ainda costuma levar vantagem, especialmente nos cortes com osso. Coxa, sobrecoxa, asa e frango inteiro aparecem com valores mais baixos do que a maior parte dos cortes suínos e muito abaixo dos bovinos. Para famílias grandes, esse detalhe pesa muito, porque o rendimento por real gasto é o que define a compra da semana.

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O peito de frango muda um pouco a conta. Por ser mais procurado por quem faz dieta, marmita ou busca proteína magra, o filé de peito costuma ser mais caro do que cortes populares do próprio frango. Mesmo assim, continua sendo uma das opções mais previsíveis para quem quer pouca gordura, preparo rápido e boa quantidade de proteína.

A carne suína ganha quando o consumidor olha para cortes específicos. Pernil, lombo, paleta e bisteca podem aparecer com preços competitivos e maior sensação de “comida de verdade” para quem sente falta da carne bovina. No churrasco, por exemplo, a costelinha, a linguiça artesanal, o lombo temperado e a panceta disputam espaço com cortes de boi que ficaram caros demais para muita gente.

Churrasco brasileiro preço em minas gerais
Churrasco Brasileiro – Foto: Envato

Essa substituição também muda o comércio. Açougues de bairro, supermercados e atacarejos passaram a destacar mais bandejas de frango e suíno, kits para churrasco mais baratos e peças temperadas prontas para forno. O cliente quer economizar, mas não quer perder completamente o ritual de comer carne no fim de semana.

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Qual carne é mais saudável no dia a dia?

Do ponto de vista nutricional, não existe uma resposta única entre frango e porco. A melhor escolha depende do corte e do modo de preparo. Um peito de frango grelhado sem pele é diferente de uma asa frita. Da mesma forma, um lombo suíno assado não tem o mesmo perfil de uma bisteca frita ou de uma panceta.

O frango tem a vantagem da familiaridade. Sem pele, especialmente no peito, é uma carne magra, rica em proteína e fácil de encaixar em dietas de controle de peso. A gordura das aves se concentra principalmente na pele, o que permite ao consumidor ajustar o preparo de acordo com o objetivo.

A carne suína, por sua vez, é mais diversa do que muita gente imagina. Cortes como lombinho e paleta são considerados magros, e o preparo no forno, na panela ou refogado reduz o peso calórico em comparação com frituras. O problema está menos no porco em si e mais na escolha de cortes muito gordos ou embutidos consumidos em excesso, como bacon, torresmo, linguiças muito gordurosas e carnes processadas.

Para o prato do dia a dia, a recomendação prática é variar. Frango pode entrar nas refeições mais leves e rápidas. Porco pode ocupar o lugar do boi em preparos de mais sabor, como pernil assado, lombo com legumes, paleta cozida e costelinha em ocasiões específicas. O boi não precisa desaparecer, mas pode ficar reservado para menos dias da semana ou para cortes mais acessíveis.

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Tati Oliveira
Tati Oliveira
Há quase 15 anos no mercado de comunicação, é apaixonada pela notícias e trabalha no jornalismo cobrindo entretenimento, grandes eventos e futebol.

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