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Flamengo paga a Filipe Luís 10x menos que o Palmeiras paga a Abel Ferreira

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Enquanto Abel Ferreira recebe cerca de R$ 3 milhões/mês no Palmeiras, o técnico do Flamengo, Filipe Luís, trabalha na faixa de R$ 300 mil/mês — valor que interlocutores de mercado tratam como “aposta inicial” e que o clube negocia reajustar na renovação.

Na régua do futebol brasileiro, isso significa: Abel ganha no Verdão cerca de 10 vezes o salário atual de Filipe. Mesmo se o novo acordo do rubro-negro dobrar o vencimento para a casa dos R$ 600 mil, a diferença segue em 5 vezes.

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O contraste não para em Abel. Dorival Júnior (Corinthians) opera a R$ 2 milhões/mês; Jorge Sampaoli (Atlético-MG) chega com etiqueta de R$ 1,9 mi/mês; Renato Gaúcho (Fluminense) R$ 1,5 mi/mês. Na prática, Filipe ganha 6–7x menos que Dorival, 6x menos que Sampaoli e 5x menos que Renato; com um eventual reajuste a R$ 600 mil, as relações cairiam para 3,3x, 3,2x e 2,5x, respectivamente.

Flamengo quer renovar com Filipe Luís

No Flamengo, a prioridade da semana é justamente renovar Filipe Luís — a diretoria já iniciou a rodada de conversas, e a imprensa especializada trata a valorização salarial como inevitável após a boa largada do treinador. Em julho, colunistas projetaram um pacote de R$ 500–600 mil/mês; outros relatos repetem a base R$ 300 mil no contrato atual. A tendência é elevar o fixo e atrelar bônus por metas, mantendo a folha sob controle diante de outras renovações sensíveis no elenco.

Por que essa diferença existe? Três razões explicam o “descolamento”:

  1. Ciclo e lastro — Abel, Dorival e Sampaoli vendem histórico (títulos e casca) e precificam risco menor; Filipe ainda está no primeiro ciclo como técnico principal.
  2. Poder de barganha — Palmeiras e Corinthians aceitam pagar prêmio por técnicos que ancoram projetos multianuais; o Flamengo testou um modelo de custo mais baixo após a era Tite e ganhou espaço para ajustar a posteriori.
  3. Arquitetura da folha — no Fla, os maiores tickets estão no elenco (casos recentes na casa de R$ 1,8 mi/mês), e o clube calibra o staff técnico para não estourar hierarquia interna.

O que muda se o Flamengo “subir a régua”? Com R$ 600 mil/mês, Filipe ainda ficaria abaixo do topo dos técnicos do país e abaixo de estrelas do próprio elenco — mas o ajuste reconhece performance sem distorcer a pirâmide salarial.

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A mensagem para o mercado é dupla: continuidade (aposta mantida) e prudência (nada de entrar na guerra dos R$ milhões antes da hora).

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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