A Globo Minas foi durante décadas a terceira maior e mais poderosa emissora da Rede Globo, ficando atrás somente da filial São Paulo e da matriz, a do Rio de Janeiro. À partir de agora, se tornará um puxadinho.
Com a demissão do diretor de jornalismo Marcelo Moreira, o cargo não será preenchido e o chefe de redação, Virgílio Gruppi, vai se reportar diretamente para o comando central, no Rio.
Na prática será uma grande perda de poder e de autonomia para o canal de Belo Horizonte, que na maioria do dia é líder de audiência.
O objetivo é economizar, mas também centralizar e padronizar as decisões. Não é coincidência que os dois diretores que caíram foram exatamente os que se negaram a participar de uma cobertura nacional dos blocos de rua no Carnaval.
Urgente: Jaime Junior demitido da Globo Minas e o que acontece com Maurício Paulucci
Programação local é deficitária
Há anos é discutido sobre as vantagens de se regular a mídia brasileira, à fim de trazer mais conteúdo local e regional e menos conteúdo replicado das grandes redes, geralmente produzido em São Paulo e Rio.
Com quase três horas de duração, o Bom Dia Minas, por exemplo, sempre recebe críticas por sua longa cobertura diária do trânsito e da estação São Gabriel.
A Coréia do Sul se beneficiou de uma recente regulamentação, que atingiu também os serviços de streaming. Como resultado, a produção cinematográfica coreana explodiu e o resto do mundo passou a consumir produtos televisivos de lá.
Minas Gerais tem uma grande capacidade produtiva audiovisual, mas a falta de demanda, quer dizer, onde passar, atrapalha todo o setor.