O pedido de demissão de Tiago Leifert da Globo deixou todo mundo chocado, mas basta olhar com um pouco mais de calma para entender que o movimento já vem acontecendo há algum tempo. Na Globo Minas, com sede em BH, há alguns anos.

Já tratei do assunto aqui no site em abril, quando citei, inclusive, os motivos de tantos pedidos de demissão.

Fato é que a Globo sempre representou um status muito grande, porque de fato é a maior empresa de comunicação do país em alcance e em qualidade técnica. O problema é que viver de status está cada vez mais complicado.

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Se por um lado o prestígio é bom, as condições de trabalho nem tanto. Os salários só são bons para os grandes nomes. Mas os repórteres e apresentadores de MG raramente chegam a ganhar perto dos R$ 10 mil.

Por outro lado, trabalham muito. São escalas que envolvem horas e horas de plantão e fins de semana. Horas extras pagas são raras e férias, picadas.

Só nos últimos anos, deixaram a Globo Minas Maíra Lemos, Vivian Santos, Elisangela Colodeti, Gislaine Ferreira e mais recentemente, Juliana Perdigão depois de mais de 20 anos.

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Isabela Scalabrini, um dos rostos mais conhecidos da TV (a quem me retrato aqui pelas críticas, hora ou outra, pesadas demais), não está nada feliz com seu trabalho e pode ser a próxima a dizer adeus.

O canal deixou de ser o emprego dos sonhos?

Não é que a Globo deixou de ser uma boa empresa para se trabalhar, longe disto. É certamente um emprego dos sonhos 10/10, mas é que existem outros caminhos.

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A internet mudou tudo e trouxe alternativas onde os profissionais podem ganhar muito mais trabalhando muito menos.

Por sorte, novos nomes estão surgindo e agradando o público. A dupla Sérgio Marques e Carlos Eduardo Alvim virou crush das donas de casa. Cadu, trouxe para os sábados provavelmente o melhor programa da TV mineira desde o Terra de Minas (Globo)/ Viação Cipó (Alterosa/SBT).

O “Conte sua História” é um formato inspirado no “Conte sua história de São Paulo”, da Rádio CBN, do grupo Globo. Também lembra muito o icônico “Humans of New York”. O programa em MG já inspirou a TV Asa Branca a lançar o mesmo formato em Pernambuco, com repercussão igualmente positiva.

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Ainda na TV, Cadu poderia ter feito o mesmo programa para o YouTube, por exemplo.