Prestigiada na Globo Minas, a jornalista Aline Aguiar foi vítima de racismo em suas redes sociais nesta sexta-feira, 30, e decidiu expor o rapaz que cometeu o CRIME.

Tudo começou quando a jornalista postou uma foto agradecendo aos colegas que prepararam seu cabelo e sua roupa.

O perfil @celsopalhetabrazil comentou: “que cabelo?, Só prendeu esse Bombril”. Pouco depois Aline desabafou sobre o caso:

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“Ontem disseram pra eu parar de falar sobre racismo porque estava cansativo… E ser vítima do racismo não cansa? Chamar o cabelo cacheado/crespo de “Bombril” é associar o cabelo afro a uma palha de aço, é dizer, com outras palavras, no implícito, que esse tipo de cabelo é “ruim”, “duro”, depreciando, diminuindo, ofendendo e inferiorizando”.

Ela finalizou reforçando que a atitude do rapaz foi criminosa: “Assumir o cabelo afro é afrontar a norma, resistir, se posicionar política e existencialmente. É o que eu faço. RACISMO É CRIME”.

O racista apagou seu perfil.

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Ontem disseram pra eu parar de falar sobre racismo porque estava cansativo… E ser vítima do racismo não cansa? Chamar o cabelo cacheado/crespo de “Bombril” é associar o cabelo afro a uma palha de aço, é dizer, com outras palavras, no implícito, que esse tipo de cabelo é “ruim”, “duro”, depreciando, diminuindo, ofendendo e inferiorizando. Isso acontece porque com a escravidão, quando os africanos tiveram contato com os europeus, estes, os brancos, se determinaram como norma, padrão, e fora disso era diferente, reprovável. Para a escritora Grada Kilomba só se é diferente se tem aquele pra se definir como regra. Desde a descoberta do Brasil, ter cabelo liso é regra e durante muitos anos, os alisamentos foram o passaporte para fazer parte do mundo “aceitável”, apagando as raízes e a identidade do povo negro. Assumir o cabelo afro é afrontar a norma, resistir, se posicionar política e existencialmente. É o que eu faço. RACISMO É CRIME.

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Uma publicação compartilhada por Aline Aguiar (@alinecaaguiar) em

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