O vereador de Belo Horizonte e presidente da CPI da Covid na Câmara Municipal, Juliano Lopes (Agir), afirmou nesta segunda-feira (16), que vai recorrer à Justiça contra as declarações feitas pelo prefeito da capital, Alexandre Kalil (PSD). “Irei, sim, acioná-lo judicialmente. Estou olhando com o jurídico”, afirmou.

Durante uma entrevista para o jornal O Tempo, Kalil acusou o vereador de receber propina da Federação Mineira de Futebol (FMF) para atuar como oposição ao chefe do Executivo, no Legislativo. “Ele ganhar R$250 mil por ano pelo irmão do Marcelo Aro para fazer oposição”, disse o prefeito.

Atualmente, Lopes é o presidente da Comissão de Arbitragem da federação, que é presidida por Adriano Aro, irmão do deputado federal Marcelo Aro (PP). De acordo com eles, os R$250 mil recebidos pelo parlamentar se referem ao orçamento da comissão que o vereador presidente, não uma remuneração pessoal.

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Além das acusações, Kalil afirmou que a “corda” entre o Legislativo e o Executivo se rompeu, e pediu para que as duas CPIs instaladas na Casa o convocassem ao invés de mirar em integrantes de alto escalão do Executivo. No entanto, os presidentes das comissões ainda não avaliam um depoimento do prefeito.

Na CPI da Covid, Lopes disse que a convocação de Kalil “depende de toda a comissão”, mas que não sabe de nenhum movimento neste sentido.

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Gabriel Azevedo (sem partido), a quem o prefeito já chamou de traidor, também pontuou que o convite para depoimento não deve ser feito.