O Governo de Minas anunciou a retomada do ano letivo da rede pública estadual na próxima segunda-feira, dia 18 de maio, de forma remota. Isso gerou conflito com os profissionais de educação. O Sindicato único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE MG) considera ilegal essa medida.

De acordo com Denise Romano, coordenadora-geral do Sind-UTE MG, em entrevista para o Estado de Minas, a decisão do governo pode ocasionar aglomerações na porta das escolas e ainda prejudicará a maioria dos alunos.

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Denise relata que o governo enviou um aviso aos diretores das escolas afirmando não ter dinheiro para bancar a impressão das apostilas que devem ser usadas no programa anunciado pela secretaria. A apostila conta com 150 páginas, deixando a sua impressão mais cara, o que faria com que alguns alunos não conseguissem adquiri-la.

“O nosso debate discute, especialmente, esse processo de volta às aulas da forma como está sendo proposto. Esse programa da secretaria proporciona a quebra do isolamento social e proporciona risco à nossa comunidade. Além disso, depois de tomarmos pleno conhecimento, temos algumas preocupações e questionamentos que precisam ser feitos”, afirma a representante do sindicato.

A rede pública estadual conta com cerca de 1,7 milhões de estudantes. De acordo com a Secretaria de Educação, cerca de 700 mil alunos terão dificuldades para acessar os conteúdos on-line e vindos da emissora pública de televisão, Rede Minas.

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Para o Sindicato, esse novo programa não abrange a preservação do direito à educação. “Quem elaborou isso não está na sala de aula, não conhece o estado e nem a diversidade cultural de Minas. É uma falsa ideia de que haverá uma construção com esse programa”, afirmou.

 

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