Em entrevista à Rádio Itatiaia, o presidente do Atlético MG, Sette Câmara, contou detalhes sobre a notificação da Fifa no ‘caso Maicosuel’. A entidade máxima do futebol, em decisão de última instância, exige que o clube pague até o próximo dia 28 cerca de R$ 10 milhões ao Udinese, da Itália.

Em 2014, o então presidente do Atlético comprou o meio-campista do time italiano, mas não pagou. Agora, se não quitar a herança, o alvinegro pode começar o Brasileirão com 3 pontos a menos.

Segundo Sette Câmara, o dinheiro para pagar a dívida está garantido, mas precisa que a Fifa dê ao menos mais seis meses de prazo por causa do coronavírus. Sem nenhum tipo de receita até que jogos voltem, o Atlético precisa do dinheiro para pagar pequenos salários:

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“Estamos buscando de todas as maneiras encontrar recursos para pagar os funcionários do dia a dia. O Atlético tem muitos funcionários que ganham dois, três salários e nós queremos honrar este compromisso. São quase 500 famílias [que ficariam] na mão”, diz.

“Este recurso poderia ser utilizado para isso. Ajudaria demais. Mas a Fifa entende que não. Então vamos deixar o clube e as pessoas que vivem desse salário sem receber porque [a Fifa] não teve o bom senso. O Atlético está passando por dificuldades como todos os clubes estão passando mundo à fora. Essa receita seria muito importante pra gente passar por esse momento de dificuldade”.

Em último caso, Sette terá que tomar uma decisão difícil: “Agora, caso a Fifa não se sensibilize, a minha opção é ir lá e fazer o pagamento ou deixar de pagar [a entidade] e pagar os salários das pessoas aqui pra que elas não fiquem sem nada. E aí o clube seria punido ser punido com três pontos, o que cá pra nós, é o absurdo do absurdo do absurdo”.

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Câmara criticou os gastos populistas de gestões passadas: “Reajustar essa situação não é fácil. Sair pagando jogador de Fifa não dá Ibope. O que dá Ibope é sair contratando jogador, não pagar e ganhar título. Esse não vai ser o meu caso. Estamos tentando ajustar as contas do Atlético”

Por fim pontuou que sua maior dificuldade é focar no futuro tendo que pagar tantas dívidas herdadas: “Se for citar para você, André Bebezão, Cáceres, Elias, Diego Tardeli mais recentemente, Victor, Ronaldinho Gaúcho ainda estamos pagando uma reclamação trabalhista. Então é muita coisa. É difícil administrar um clube pensando no futuro tendo um passado pesado desses. Estou fazendo o que eu posso”.

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