Imagine acabar com o Uber. Milhares de pessoas voltariam a usar os ônibus com mais frequência e elas iam lucrar muito mais. É mais ou menos o que defende o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, ALMG, Agostinho Patrus (PV).

Só que ao invés do Uber, o inimigo são os aplicativos de ônibus compartilhados, como Buser e Click Bus.

Eles funcionam como o Uber. Os usuários fretam viagens intermunicipais e interestaduais por preços muito mais baixos do que as empresas de ônibus que operam nas rodoviárias.

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Em fevereiro o governador Romeu Zema (Novo) editou um decreto regulamentando a atividade. O Tribunal de Contas mandou derrubar o decreto e Agostinho Patrus mostrou que, no que depender dele, esforços não serão medidos para prejudicar a população, que ficará mais uma vez refém das empresas de ônibus.

“Não é possível que dois ou três ‘novinhos’ [deputados do Novo] que se entendem entendedores de Minas venham nesta Casa trazer posições que são ilegais. Quem disse isso não é o presidente da Assembleia, quem defende e que disse é o Tribunal de Contas, portanto o decreto é ilegal. Quem defende o decreto defende a ilegalidade. São as palavras do Tribunal de Contas”

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