A Prefeitura de Belo Horizonte decidiu nesta sexta-feira (29) não ampliar a reabertura do comércio na cidade. A decisão foi tomada em conjunto com o Comitê de Enfrentamento da Epidemia de COVID-19 e anunciada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD).

“Nós não poderemos ampliar a flexibilização de Belo Horizonte. Não poderemos porque continuamos apegados, amarrados e conduzidos pela ciência. Temos dados absolutamente alarmantes em Minas Gerais”, afirmou Kalil.

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Sendo assim, continuam podendo abrir apenas os estabelecimentos que já foram reabertos na última segunda-feira e os de serviços essenciais.

Apesar de a prefeitura ter tomado medidas para diminuir a circulação de pessoas nas ruas, os transportes públicos ficaram lotados, com uma grande movimentação de pessoas e desrespeito ao isolamento social.

Análise para a reabertura

Para analisar o processo de reabertura do comércio na capital, o Comitê leva em consideração três diretrizes para detectar a expansão da doença: número médio de transmissão por infectado, a ocupação de leitos na UTI e a ocupação de leitos de enfermaria.

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Segundo o grupo de especialistas, não há condições de avançar o processo de reabertura na cidade.

“Fiquei profundamente assustado com o que eu vi. Se Belo Horizonte fosse uma ilha, poderíamos flexibilizar à vontade. Mas não somos uma ilha. Quando você vê ônibus chegando de Curvelo como vimos na televisão, com doentes infectados, quando você vê que 56 doentes chegaram num dia em Belo Horizonte…”, disse Kalil.

De acordo com os últimos dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Belo Horizonte registrou 1.766 casos de coronavírus. Desses, 48 evoluíram para óbitos.

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