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BH planeja comprar 190 ônibus articulados para renovar o MOVE e manter a frota em 2028

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A Prefeitura de Belo Horizonte quer investir R$ 425 milhões na compra de 190 ônibus articulados para renovar o MOVE. Para quem usa as linhas mais movimentadas da capital, o principal ganho é preservar a capacidade de transportar mais passageiros por viagem. Pelo modelo proposto, os veículos serão patrimônio do município e poderão continuar nas ruas depois de 2028, quando terminam os contratos das atuais operadoras.

A proposta dá um novo rumo à discussão sobre a substituição dos articulados por ônibus menores, acompanhada pelo Moon BH desde 2025. Na época, a diferença para o passageiro era concreta: um articulado da frota transportava até 118 pessoas, enquanto um modelo convencional comportava cerca de 70. Agora, o plano da PBH prevê manter os veículos de maior porte nas linhas de alta demanda.

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Por que a renovação do MOVE entrou na pauta agora

Os articulados do MOVE têm, em média, 11 anos de uso. Segundo a justificativa que a PBH enviou à Câmara, 93% dessa frota chegará ao limite regulamentar de vida útil até 31 de dezembro de 2026. A renovação permitiria substituir os veículos que chegam a esse limite e manter a oferta de lugares nos corredores onde o MOVE concentra mais passageiros.

Os 190 articulados previstos terão motores a diesel no padrão Euro 6, com limites mais rigorosos para a emissão de poluentes. Eles fazem parte do plano de renovação de 588 ônibus de Belo Horizonte, que inclui também 298 veículos convencionais a diesel e 100 elétricos. Para os elétricos e a infraestrutura de recarga, com 27 estações previstas, a prefeitura aponta uma linha separada de R$ 317 milhões.

Ônibus da prefeitura poderão seguir em circulação após 2028

A propriedade dos veículos faz diferença na preparação da próxima concessão do transporte de BH. Se a compra for aprovada, as concessionárias atuais operarão os ônibus, mas a prefeitura continuará dona da frota. Assim, os mesmos articulados poderão atender os passageiros no contrato seguinte, mesmo que outra empresa assuma as linhas.

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A PBH também apresentou uma razão financeira para fazer a compra diretamente. Pelas contas do Executivo, se as operadoras adquirissem os ônibus agora, teriam menos de dois anos para recuperar o investimento antes do fim dos contratos. A prefeitura estima que isso elevaria em pelo menos R$ 150 milhões por ano, em 2027 e 2028, o pagamento complementar às empresas. Com os veículos sob propriedade municipal, diminui também o investimento inicial que a próxima operadora precisará fazer para atender essas linhas.

O que falta para os novos ônibus chegarem às ruas

O financiamento depende do Projeto de Lei 645/2026, aprovado em primeiro turno por 31 votos a seis. A Câmara de BH marcou audiência pública para esta sexta-feira (6), às 11h, no Plenário Helvécio Arantes, com transmissão pelos canais da Casa. O projeto ainda precisa passar pela votação definitiva. Os R$ 425 milhões correspondem ao financiamento previsto para a frota, e o preço dos veículos será definido na contratação.

Na Câmara, uma das questões em debate é como calcular o pagamento às operadoras quando os ônibus pertencerem à cidade. A vereadora Fernanda Pereira Altoé (Novo) questionou como o desgaste dos veículos será considerado no valor pago por quilômetro rodado. A proposta de crédito também contempla obras de drenagem, urbanização no Novo Lajedo e contenção de encosta no Campo do Najá. Para os usuários do MOVE, a etapa seguinte à autorização será a contratação da frota. Os documentos divulgados até agora não fixam uma data para o início das viagens.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.