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Entregadores do iFood recebem notícia de proibição na entrega

Uma nova regra publicada no Rio de Janeiro nesta terça-feira (30) foi muito comemorada por entregadores de aplicativo em todo o Brasil e pode inspirar uma legislação similar em outras cidade. Um decreto do prefeito Eduardo Paes (PSD) proibiu que os condomínios, residenciais ou comerciais, obriguem os entregadores do iFood e similares a subirem até os apartamentos ou salas para deixar os pedidos.

A medida, que visa a garantir a segurança e a otimizar o tempo dos trabalhadores, determina que o consumidor deve descer para buscar sua encomenda na portaria.

O que diz o novo decreto do Rio de Janeiro

A regra é clara: a obrigação do entregador termina na portaria ou no portão de entrada do condomínio. Fica proibido que porteiros, síndicos ou os próprios consumidores exijam que o profissional adentre as áreas internas do prédio.

A única exceção é para casos em que o cliente tenha mobilidade reduzida ou necessidades especiais, situação em que o entregador pode, por cortesia, subir, mas não por obrigação. A medida foi apelidada de “proibição muito boa” pelos próprios trabalhadores.

As justificativas: segurança e otimização do trabalho

A proibição atende a duas antigas reivindicações da categoria. A primeira é a segurança. Entregadores relatam que, ao entrar em condomínios desconhecidos, ficam vulneráveis a acusações infundadas, assédios ou até mesmo a situações de violência. Permanecer na portaria, um local com câmeras e maior circulação, protege a integridade do trabalhador.

Foto: Reprodução

A segunda justificativa é a otimização do tempo. O tempo gasto para subir em um prédio — esperar o elevador, procurar o apartamento, esperar o cliente — impacta diretamente o número de entregas que um profissional consegue fazer por hora. Com a nova regra, o processo se torna mais ágil, o que pode aumentar a renda dos entregadores, que ganham por corrida.

E em outras cidades que têm iFood?

A medida adotada no Rio de Janeiro abre um precedente e deve inspirar um debate semelhante na Câmara Municipal de Belo Horizonte. A situação na capital mineira é idêntica: não há uma regra clara, e a decisão de subir ou não acaba dependendo do “bom senso” ou das regras internas de cada condomínio, o que gera conflitos constantes.

A expectativa é de que vereadores de outras cidades possam apresentar um projeto de lei nos mesmos moldes, buscando estender essa proteção e essa padronização também para os entregadores que rodam pela cidade.

Redação Notícias
Redação Notícias
Notícias feitas direto da redação do Moon BH, com jornalistas formados há mais de 10 anos na UFMG e PUC-MG, e experientes na coberturas de Cidades, Entretenimento e futebol de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, como Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo.
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