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Quanto custa anunciar na Record Minas? Nova tabela sobe 2,15%

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A partir de outubro, aparecer na Record Minas ficou mais caro. A emissora colocou em vigor uma nova tabela comercial com reajuste médio de 2,15%, percentual informado pela própria área comercial como correspondente à inflação acumulada no período.

É um dado aparentemente restrito às agências de publicidade, mas que ajuda a revelar algo pouco visível para quem assiste à televisão todos os dias: quanto vale a atenção do telespectador mineiro e como as emissoras transformam audiência em receita.

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A tabela atual passou a valer em 1º de outubro de 2026. O arquivo completo com os novos preços, porém, está disponível na área restrita do portal comercial da emissora, mediante acesso cadastrado. Por isso, os valores exatos da tabela de 2026 não devem ser tratados como públicos apenas a partir do reajuste médio, embora a Record Minas confirme oficialmente a atualização.

Ainda assim, a última tabela de merchandising de outubro disponível publicamente oferece uma boa dimensão desse mercado.

Um minuto podia passar de R$ 31 mil no Balanço Geral

Estúdio da Record Minas
Estúdio do Balanço Geral, da Record Minas – Divulgação

Na tabela de outubro de 2025, uma ação de merchandising de 60 segundos no Balanço Geral MG aparecia com valor de tabela de R$ 31.236 para Belo Horizonte.

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No MG Record, o mesmo formato tinha preço de R$ 22.758. No Cidade Alerta Minas, eram R$ 15.344, enquanto o MG no Ar aparecia com R$ 7.722 por 60 segundos. A edição de sábado do Balanço Geral tinha referência de R$ 15.522.

Esses números são de 2025 e, portanto, não representam os preços oficiais atuais. Eles servem como referência para mostrar a ordem de grandeza da comercialização antes do reajuste informado para outubro deste ano.

Também é importante diferenciar merchandising de um comercial tradicional de 30 segundos. Uma ação dentro do programa pode envolver apresentador, integração com o conteúdo, demonstração de produto ou outro formato comercial, o que altera a precificação.

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O programa mais caro também vende proximidade

O fato de o Balanço Geral aparecer no topo da tabela local não é aleatório. O produto ocupa uma faixa longa da programação e combina jornalismo, prestação de serviço, entretenimento e quadros construídos para gerar identificação regional.

Essa proximidade possui valor comercial porque permite que uma marca seja inserida em um ambiente que o telespectador já associa à rotina de Minas Gerais.

O programa também funciona como uma espécie de ecossistema dentro da própria grade. Quadros como Bairro a Bairro e Hora da Venenosa criaram personagens e formatos reconhecíveis pelo público, enquanto o apresentador ocupa uma posição central na relação com a audiência.

É diferente de simplesmente comprar espaço entre dois programas.

Audiência ajuda a explicar por que a tabela importa

A tabela foi atualizada em um momento no qual a emissora vem divulgando resultados positivos em faixas importantes. Em setembro, o Cidade Alerta Minas registrou sua maior audiência de 2026, segundo a Record, após um período de investimentos nos estúdios e na estrutura do jornalismo local.

O MG no Ar também passou por mudanças neste ano, com Asafe Alcântara assumindo a apresentação após o afastamento de Mauro Tramonte durante o período eleitoral. A emissora já vinha testando novos nomes e reorganizando sua programação local antes da atualização comercial.

Para o anunciante, audiência não é o único componente do preço, mas ajuda a determinar quanto vale determinado horário. Perfil de público, duração da atração, alcance e possibilidade de integração da marca também entram nessa equação.

O que o reajuste de 2,15% realmente significa

A própria Record informa que a nova tabela recebeu um reajuste médio de 2,15%. A palavra “médio” é importante: não é correto simplesmente aplicar 2,15% sobre cada preço de 2025 e apresentar o resultado como a tarifa oficial de 2026.

A comunicação comercial da emissora confirma a atualização e a vigência desde 1º de outubro, enquanto a tabela completa precisa ser consultada na área destinada ao mercado publicitário.

O que os dados públicos permitem afirmar é que a televisão aberta local trabalha com cifras de milhares — e, em determinadas ações, dezenas de milhares — de reais por inserção.

É uma parte da TV que raramente aparece para quem está do outro lado da tela. Enquanto apresentadores disputam pontos de audiência e emissoras celebram liderança em determinados horários, existe uma segunda competição acontecendo nos bastidores: transformar cada minuto de atenção conquistada em valor para o mercado publicitário.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.