O ex-jogador de vôlei Maurício Souza deu entrevista nesta segunda-feira, 23, para a repórter Edilene Lopes, da Rádio Itatiaia.

Dentre as falas do o ex-jogador, algumas se enquadram no crime de racismo, que desde 2019 também incluem “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual da pessoa. A pena é de 1 a 3 anos, mas como aconteceu em um veículo de grande audiência, a pena passa a ser de 2 a 5 anos mais multa.

Ele classificou como “inaceitável” que uma pessoa trans participe de competições esportivas profissionais:

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“Eu tinha feito um post de uma menina, de uma nadadora trans, um homem trans que se sente mulher e nada com as mulheres. O cara é enorme, não tem comparação, ele ganhou disparado das mulheres”, disse ele.

Em seguida, continuou: “é desleal. Um cara que nem entrava no ranking mundial vai nadar contra as mulheres e ganha. E acha isto bom e bonito. Pra mim isto é inaceitável. Não aceito de forma alguma”.

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Para ele, segregar os atletas trans em outras competições poderia resolver: “Eu não sou contra competir, mas com criar uma liga independente, criar uma para eles, entendeu?”.

Mais tarde, Souza concluiu que a FIAT foi a responsável por destruir sua carreira pressionando o Minas Tênis Clube para lhe demitir, mesmo com resistência do clube, conservador:

“Eles me falaram que o clube não era pra vender carro, é um clube de maioria conservadora. Aí a FIAT veio e pediu providências, queremos que demita”. Edilene – “Você acha que foi o patrocinador que destruiu sua carreira?”. Maurício – “Com certeza foram eles, porque o Minas não ia me mandar embora. O patrocinador chegou e falou: ‘ou vocês tiram ele ou vamos tirar o patrocínio'”. Assista aos trechos abaixo:

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