O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, PSD, decidiu pela reabertura dos serviços não essenciais à partir da próxima quinta-feira, 22.

Sempre cobrado pela situação do transporte público na capital, que todos os dias registram superlotação e aglomeração, o prefeito desmereceu a questão.

Kalil divulgou uma informação duvidosa supostamente baseada em um estudo técnico, que não foi apresentado. Para ele, os ônibus lotados não são os maiores vilões:

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“O problema do ônibus é chato, porque ninguém tem uma solução… Estamos chegando a conclusão de estudos que não é nos ônibus que estão contaminando”.

“Estão muito mais contaminadas, de acordo com estudos feitos pela Secretaria de Saúde, as faxineiras, as arrumadeiras, do que o transporte público”. Se confirmado a existência, este será o primeiro estudo do mundo a fazer tal afirmação.

Segundo um artigo publicado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a informação dada por Kalil não é verdadeira. O transporte público é o segundo lugar mais propício para se contaminar com Covid-19, perdendo apenas para hospitais.

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Domésticas e faxineiras x contaminação

No último dia 10 o marido da cantora Ivete Sangalo precisou vir à público se desculpar por dizer que sua empregada passou covid para toda sua família.

No decreto estadual que estabeleceu a onda roxa em Minas Gerais, Romeu Zema listou como serviço essencial o trabalho doméstico.

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Kalil responde sobre a questão à partir do minuto 18:03. Assista abaixo: