O deputado estadual João Vitor Xavier (Cidadania) criticou a forma como o prefeito Alexandre Kalil (PSD) vem conduzindo a crise causada pelo coronavírus em Belo Horizonte.

Em entrevista à rádio Itatiaia, ele achou destoante da realidade a decisão de ajudar as empresas de ônibus com R$ 44 milhões e não ter a mesma preocupação com o pequeno comerciante, que está com as portas fechadas há mais de um mês:

“Num momento desses a prefeitura gastou R$ 44 milhões com as empresas de ônibus e não tem R$ 1 de auxílio para o taxista, não tem R$ 1 de auxílio para o motorista que trabalha independente, não tem R$ 1 de auxílio para aquele cidadão que tem uma loja na Paraná, na Carijós, na Vilarinho, na Padre Pedro Pinto, no Barreiro, na Abílio Machado. Que prioridade é essa?”, disse.

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João Vitor destacou que este dinheiro poderia ter sido melhor aproveitado: “Com R$ 44 milhões dava pra ter comprado 500 mil testes, R$ 10 milhões de máscaras”.

Transferência de responsabilidade

O deputado também criticou a transferência de responsabilidade que, segundo ele, o prefeito promove: “Em todas as entrevistas, de forma muito agressiva, ele transfere a responsabilidade para a população da cidade, mas ele não mostra aquilo que tem que ser feito pela prefeitura sendo feito”.

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Promessas não cumpridas

No mesmo dia em que o governador Romeu Zema acusou Kalil de prometer um hospital de campanha em BH e não cumprir (veja aqui), João Vitor Xavier lembrou que o prefeito também prometeu 7 mil respiradores e não comprou:

“Se a Prefeitura não fizer isso, ficaremos o tempo todo com a população fazendo sua parte isolada, deixando de trabalhar, deixando de produzir e não teremos uma solução mais definitiva para um problema dessa gravidade”, disse.

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