O Atlético MG enviou à Prefeitura de Belo Horizonte, apenas nesta terça-feira (31), a lista dos torcedores que compareceram ao Mineirão para o jogo contra o River Plate, que ocorreu no último dia 18. Com o envio apenas após 13 dias do jogo, um possível trabalho de rastreamento de casos da Covid-19 nos presentes fica inviável.

Cerca de 17 mil torcedores compareceram à partida e uma possível transmissão do Sars-Cov2 entre os presentes nas arquibancadas estava sendo estudada pela PBH.

Já a lista dos torcedores que compareceram ao jogo entre Cruzeiro e Confiança, pela série B, ainda não foi enviada pela Raposa. Cerca de 4 mil pessoas estiveram presentes nas arquibancadas do Mineirão.

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Nas duas partidas, o protocolo exigia que os presentes apresentassem um exame negativo para teste RT-PCR ou de antígeno, com até 72 horas de antecedência. Mas, a permissão para a realização de jogos de futebol com torcida foi suspensa pela prefeitura da capital após a divulgação de cenas de torcedores sem máscara e aglomerando no estádio.

De acordo com a Secretária Municipal de Saúde, com os dados dos torcedores é possível monitorar possíveis casos de coronavírus. “Sendo assim, caso adoeçam, será feita uma investigação para saber se foram infectados no estádio, e se os eventos impactaram nos números da cidade”, informa a pasta.

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Para o infectologista Leandro Curi, o envio tardio da lista de torcedores é mais um erro de estratégia de um evento que foi marcado por diversas quebras de protocolo. “Fizemos um teste e não passamos. As cenas de pessoas sem máscara e aglomeradas no dia do jogo foram assustadoras”, opina o especialista.

“Temos que esperar os números para saber, mas não vejo como uma grande estratégia epidemiológica. Isso porque a pessoa pode ter se contaminado no estádio ou não, pode ter se contaminado na portaria do prédio, no trabalho, em qualquer outro lugar. Por outro lado, muitos assintomáticos podem ter contaminado ali no jogo e terem transmitido o vírus, sem que isso possa ser identificado”, explica Curi.

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