O Palmeiras pode entrar na janela do meio do ano com uma lógica de mercado bem clara: vender um ativo em ascensão para atacar uma carência mais estrutural do elenco. Agustín Giay voltou a ser cercado por sondagens europeias, enquanto Wendel reapareceu como alvo real para o meio-campo alviverde.
A estratégia de Abel Ferreira não é apenas “vender para comprar”, mas abrir mão de um ativo em ascensão para corrigir uma carência crônica no meio-campo.
Essa engenharia financeira faz sentido porque a diretoria alviverde entendeu que é hora de trocar um jogador valorizado, mas substituível no atual elenco, por uma peça central de organização de jogo.
Por que Giay virou ativo de verdade
O Palmeiras comprou Giay por € 7 milhões e hoje o lateral aparece avaliado em € 10 milhões (cerca de R$ 59 milhões) no Transfermarkt, com vínculo até 31 de dezembro de 2030. No fim de março, ele ganhou convocação para a seleção argentina principal — num momento em que já era tratado como jogador em alta e firme nos planos de Abel.

O Verdão deixou de ter apenas uma aposta argentina e passou a ter um lateral jovem, internacionalizado e vendável.
Nos bastidores de mercado, a faixa que circula para uma eventual venda gira entre € 12 milhões e € 15 milhões (até R$ 90 milhões). Em 2025, clubes como Milan e Napoli fizeram sondagens constantes, sem proposta formal pública. Isso define o raciocínio do Palmeiras: se a venda vier acima do valor de mercado e perto do teto das sondagens recentes, o clube captura valorização sem abrir mão de uma posição desguarnecida.
O entrave de R$ 110 milhões pelo volante Wendel
O dinheiro da Europa tem destino certo. O interesse no brasileiro Wendel, de 28 anos, é real. Contudo, tirá-lo da Rússia não é tarefa simples.

O jogador tem contrato com o Zenit até junho de 2029. Embora seu valor de mercado seja de € 15 milhões no Transfermarkt, os russos jogam duro e pedem algo em torno de € 20 milhões (aproximadamente R$ 110 milhões) para liberar o atleta.
A conta fecha para o Palmeiras?
Tecnicamente, o encaixe no time de Abel Ferreira é perfeito. Wendel é um meia central com capacidade de atuar como volante construtor, exatamente a peça de condução e controle que a comissão técnica exige.
Financeiramente, a operação depende de dois gatilhos obrigatórios:
Giay for vendido em valor de alta — acima do valor de mercado atual, não apenas “bem vendido” O Zenit flexibilizar Wendel para abaixo de € 20 milhões — ou o Palmeiras aceitar colocar dinheiro extra relevante na mesa