O meio-campista Richard Ríos, que brilhou com a camisa do Palmeiras e hoje atua no Benfica, transformou-se no alvo prioritário do Napoli para a reestruturação de seu elenco. O diretor esportivo do clube italiano, Giovanni Manna, colocou o colombiano no topo de sua lista, iniciando contatos exploratórios no mercado europeu para viabilizar a contratação.
A forte movimentação na Europa rapidamente acendeu o alerta financeiro no Brasil. Afinal, uma eventual transferência multimilionária do volante injetaria novos recursos nos cofres do Palmeiras?
O veredito sobre o lucro do Palmeiras na negociação
Pelo desenho da documentação atual, a diretoria do Palmeiras não tem motivos para contar com essa injeção de dinheiro extra. Quando o clube paulista sacramentou a venda do atleta para Portugal, no início de 2025, repassou os 70% dos direitos econômicos que possuía por um montante de R$ 135,8 milhões.
As informações de bastidores e os balanços sobre a transferência não preveem a cláusula de mais-valia (um percentual reservado sobre o lucro de uma venda futura). Na prática, o Palmeiras embolsou o valor máximo e definitivo da sua fatia na época e saiu da operação, não tendo direito automático a um novo repasse direto nesta tratativa entre italianos e portugueses.
A barreira imposta pelo Benfica para liberar o colombiano

Tirar Ríos de Portugal não será uma missão barata ou simples para o Napoli. O portal especializado Transfermarkt avalia o jogador em 22 milhões de euros. Contudo, a imprensa italiana já aponta que oferecer esse valor é insuficiente para sequer abrir uma mesa de negociações.
A matemática do Benfica é rigorosa e visa proteção patrimonial. O clube desembolsou pesados 27 milhões de euros há menos de um ano para tirá-lo do Palmeiras. Para a operação fazer sentido contábil, o piso exigido pela diretoria benfiquista gravita na faixa dos 30 a 35 milhões de euros. O preço real de mercado está muito acima da cotação virtual.
Por que o Napoli está obcecado pelo volante?
O interesse napolitano possui justificativas táticas urgentes e um componente curioso em campo. O clube busca um meio-campista que combine imposição física brutal, qualidade técnica e capacidade de ser o “motor” da transição ofensiva.
Os números recentes de Ríos carimbaram exatamente esse perfil exigido:
- Consistência em Portugal: Foram 21 partidas disputadas no forte campeonato local, com um gol e três assistências.
- Carrasco na Champions League: Em 12 jogos do torneio continental, somou um gol e uma assistência. O detalhe irônico é que ambas as participações em gols ocorreram justamente contra o Napoli, desempenho que convenceu de vez os italianos.
O ex-técnico Mozart definiu recentemente o colombiano como a engrenagem ideal para atuar pela direita em um esquema 4-3-3, destacando sua personalidade forte e a eficiência no combate de “um contra um”. O Napoli agora tem o desafio de transformar esse encantamento técnico em uma oferta financeira que convença o Benfica a abrir mão de seu titular.