A espera da torcida do Palmeiras para ver seu camisa 10 brilhar novamente pode estar chegando ao fim. Nesta semana, o vice-presidente Paulo Buosi quebrou o silêncio sobre a situação clínica do atacante Paulinho e adotou um tom extremamente otimista. Segundo o dirigente, o jogador está “empenhado e dedicado” em um trabalho criterioso na Academia de Futebol. A declaração confirma o que os bastidores já sussurravam: Paulinho entrou na reta final de recuperação e está muito perto de voltar a ser opção para Abel Ferreira em 2026.
Para entender a cautela do Palmeiras, é preciso lembrar a gravidade do problema. Paulinho não joga desde o Mundial de Clubes porque passou por uma cirurgia complexa na tíbia da perna direita (com enxerto ósseo) para corrigir dores que vinham desde os tempos de Atlético-MG. Não foi uma lesão muscular simples de 3 semanas. Foi um procedimento que envolveu osso, carga e uma reabilitação lenta e dolorosa. O Palmeiras decidiu zerar o problema para ter o atleta 100%, evitando o ciclo vicioso de “volta e sente dor”.
A Data Mágica: Transição em Março
A grande novidade apurada pelo ge é que Paulinho já faz trabalhos com bola no campo, ainda que separado do elenco principal. O “checkpoint” que anima a torcida já tem data: se tudo correr bem, o clube projeta iniciar a transição física (treinos com o grupo) no início de março. Isso significa que o retorno deixou de ser uma promessa distante para virar uma questão de semanas de ajuste físico.
O “Reforço” Caseiro para o 2026 do Palmeiras
A diretoria trata Paulinho como a grande “contratação” para a temporada. Buosi e o departamento médico blindaram o jogador para não pular etapas. A lógica é simples: um Paulinho a 100% muda o patamar do ataque do Palmeiras, oferecendo repertório técnico e decisão em jogos grandes que poucos no Brasil têm. O clube preferiu perder o atleta no estadual para tê-lo inteiro na Libertadores e no Brasileirão.
O torcedor palmeirense é ansioso por natureza, mas no caso do Paulinho, a pressa é inimiga da perfeição. O Palmeiras acertou em não acelerar o processo. Buosi foi cirúrgico ao elogiar a dedicação do atleta, mandando um recado para a arquibancada: “ele quer voltar tanto quanto vocês querem que ele volte”.