O mercado tentou crescer o olho, mas o Palmeiras fechou a porta na cara. Diante de novas sondagens pelo meia Maurício, a diretoria alviverde mandou um recado direto aos interessados: o jogador só sai do Allianz Parque mediante uma “proposta irrecusável”. O termo não é blefe. O Palmeiras pagou caro (R$ 62,1 milhões) para tirar o meia do Inter e não tem nenhuma intenção de negociá-lo por valores comuns. Agora, com Maurício elegível para defender a Seleção do Paraguai, o preço subiu e o Verdão sentou em cima do contrato.
A Matemática do “Não Vendo” do Palmeiras
Por que o Palmeiras é tão duro nessa negociação? É simples: matemática.
- O Custo: O clube pagou cerca de € 10,5 milhões por 80% dos direitos.
- O Valor Atual: O mercado avalia Maurício em € 12 milhões.
- A Lógica: Se vender pelo valor de mercado, o Palmeiras apenas “empata” o dinheiro investido. Para ter lucro real, a oferta precisa ser astronômica, muito acima da tabela.
Com contrato assinado até dezembro de 2028, a diretoria não tem pressa. O cofre está cheio e a meta de vendas de 2026 (R$ 399 milhões) não depende de liquidar titulares importantes.
O Fator Paraguai: Vitrine de Copa do Mundo
A postura do Palmeiras ficou ainda mais rígida nesta semana. Com a homologação da FIFA permitindo que Maurício jogue pelo Paraguai, o meia virou um ativo internacional.
- O Cenário: Ele deixa de ser apenas um bom meia do Brasileirão para virar um potencial jogador de Eliminatórias e Copa do Mundo.
- A Valorização: Jogador de seleção vale mais. O Palmeiras sabe que, se ele for convocado e jogar bem nas Datas FIFA, seu valor pode dobrar. Vender agora seria perder dinheiro futuro.
Abel Confia (e Precisa)

Além do dinheiro, tem o campo. Maurício é a peça versátil que Abel Ferreira adora: joga por dentro, cai pelos lados e decide jogos grandes (como fez em 2025). Tirar um titular do esquema de Abel exigiria uma reposição imediata e cara. O Palmeiras prefere manter o time forte a encher um cofre que já está saudável.
Essa postura do Palmeiras é um “tapa na cara” do mercado. Antigamente, qualquer time europeu médio levava nossos destaques com uma oferta razoável. Hoje, o Palmeiras se dá ao luxo de dizer: “R$ 60 milhões? Pouco. Não quero”.
Maurício é um investimento, não uma mercadoria barata. A gestão acerta em blindá-lo. Se ele virar o camisa 10 do Paraguai e brilhar na Libertadores, a tal “proposta irrecusável” vai ter que virar recorde de venda. Até lá, quem quiser que pague a multa ou assista ele jogar de verde. O Palmeiras não é balcão de negócios, é candidato a título mundial.