Uma das maiores dúvidas do torcedor brasileiro envolve o bolso dos dirigentes. Afinal, gerir um gigante como o Palmeiras rende salário no fim do mês? E quanto ganha um executivo de ponta em uma SAF milionária? A resposta revela um abismo entre dois modelos de gestão. Enquanto Leila Pereira comanda o Verdão sob um regime estatutário rígido, os CEOs de clubes-empresa (como o Cruzeiro) possuem contracheques que fariam inveja a muito camisa 10.
O Choque de Realidade da SAF: R$ 150 Mil/Mês
No mundo das Sociedades Anônimas do Futebol, a conversa muda. O clube vira empresa, e empresa precisa de executivos contratados, não de abnegados. O número que chocou o mercado veio de BH: Pedro Lourenço, dono da SAF do Cruzeiro, revelou publicamente que o antigo CEO (Gabriel Lima) recebia cerca de R$ 150 mil por mês.
- A Conta: Em um ano, isso soma R$ 1,8 milhão só de salário fixo.
- O Pacote: Além do fixo, CEOs de SAF costumam ter bônus agressivos por metas (vendas de atletas, classificação para Libertadores, superávit), o que pode dobrar os ganhos anuais.
Executivo Custa Caro
Não é exclusividade do futebol. Pesquisas de mercado (como da Forbes) apontam que CEOs de grandes empresas no Brasil ganham entre R$ 70 mil e R$ 215 mil. Portanto, quando uma SAF contrata um “CEO de Futebol”, ela está pagando preço de mercado corporativo. O executivo não está ali por paixão; está ali por contrato, meta e bônus.
O Contracheque de Leila no Palmeiras: R$ 0,00

Pode parecer mentira, mas é estatuto. Leila Pereira não recebe um centavo de salário para ser presidente do Palmeiras.
- A Regra: O Artigo 119 do Estatuto Social do clube proíbe explicitamente a remuneração de membros da Diretoria (Presidente e Vices).
- A Realidade: O cargo é político e estatutário. O que existe são reembolsos de despesas administrativas, mas “salário na conta” não existe. Leila paga para trabalhar? Tecnicamente, ela doa tempo (e patrocínio), mas não retira pró-labore da cadeira de presidente.
A diferença entre Palmeiras e SAF não é “quem trabalha mais”, é o modelo de risco. No associativo (Palmeiras), o presidente é um poder político sem salário. O custo disso? Muitas vezes, a gestão vira moeda de troca política ou depende de mecenas (como a própria Leila).