A “Fábrica de Craques” da Academia de Futebol voltou a ser alvo dos tubarões europeus. O Palmeiras recebeu sondagens firmes de dois clubes especialistas em garimpar talentos no Brasil: Shakhtar Donetsk (Ucrânia) e Porto (Portugal). O alvo da vez é o zagueiro Robson, de 19 anos, titular do Sub-20 e com passagem pela Seleção Brasileira da categoria. O que chama a atenção, porém, não é o interesse, mas a etiqueta de preço colocada pelo Verdão para abrir conversas: € 4 milhões (cerca de R$ 25 milhões).
Nos bastidores, a diretoria sinalizou que aceita sentar para negociar a partir desse valor. Embora ainda não haja uma proposta oficial no papel, o movimento indica que o Palmeiras vê seus zagueiros da base como ativos de liquidez imediata.
A estratégia é clara: fazer caixa rápido com quem ainda não subiu para o profissional, mas o risco de ver o atleta explodir na Europa e valer o triplo em dois anos é o que preocupa parte da torcida.
Quem é a “Joia” de R$ 25 Milhões?
Para não confundir: estamos falando de Robson Fernandes, nascido em 2006, xerife do Sub-20.

- O Currículo: Bicampeão brasileiro Sub-20, convocado para a Seleção de base e com 1,82m de altura.
- O Status: Ele é tratado internamente como um zagueiro pronto, com liderança e técnica.
- O Contrato: Renovado até o fim de 2028, o que dá ao Palmeiras proteção total. O clube não precisa vender por necessidade, o que torna a fixação do preço em € 4 milhões uma escolha estratégica, não um desespero.
A “Queima de Estoque” na Zaga?
Robson não é o único. O Palmeiras vive um momento peculiar onde seus defensores da base estão supervalorizados. Outro nome, Thiago Pimenta, está na mira da Udinese (Itália) por cerca de € 6 milhões (R$ 38 milhões).
Ao colocar preços diferentes (R$ 25 mi para Robson, R$ 38 mi para Pimenta), o Palmeiras cria um “cardápio” para os europeus. A lógica é vender o potencial antes que ele precise ser testado no time de cima, onde a pressão é maior e o espaço é curto (com Gómez, Murilo e Reis dominando o setor).