O Palmeiras não jogou a toalha, mas já sabe que contratar Thiago Almada será a operação mais complexa e cara de sua história. A diretoria alviverde mantém o campeão do mundo no radar para a temporada de 2026, enxergando no argentino o perfil ideal de reforço: jovem, tecnicamente acima da média e com fome de bola visando a Copa do Mundo.
No entanto, o “sonho” esbarra em uma realidade financeira brutal imposta pelo Atlético de Madrid. O clube espanhol, que comprou o meia em meados de 2025 e tem contrato assinado até 2030, não está disposto a facilitar e fixou uma pedida que pode chegar a € 40 milhões (cerca de R$ 250 milhões) para liberar 100% dos direitos econômicos.
O Verdão estaria disposto a investir pesado, trabalhando com uma faixa entre € 20 milhões e € 30 milhões (até R$ 188 milhões) para tentar convencer os espanhóis. Porém, o Atlético de Madrid não tem pressa.
O clube de Diego Simeone pagou caro para tirar Almada do Botafogo (€ 21 milhões na época) e quer, no mínimo, garantir lucro ou proteger o investimento feito há menos de um ano. A negociação, portanto, não é apenas sobre a vontade do jogador em ter mais minutos, mas sobre a capacidade do Palmeiras de atingir cifras que rivalizam com grandes transferências europeias.
O Salário de R$ 2,7 Milhões por Mês Assusta o Palmeiras
Se a taxa de transferência já é um obstáculo, o custo mensal é outro choque de realidade. Na Europa, Almada tem um patamar salarial de elite. Estimativas de mercado apontam que o meia recebe cerca de € 5,2 milhões brutos por temporada (aproximadamente R$ 32,6 milhões na cotação atual).

Isso significa um custo mensal de R$ 2,7 milhões apenas em salários, sem contar luvas e bônus. Para trazê-lo, o Palmeiras teria que colocá-lo instantaneamente no topo da folha salarial, superando ídolos históricos e recentes contratações de peso. A conta final da “Operação Almada” (compra + salários de contrato longo) exigiria uma engenharia financeira sem precedentes no futebol brasileiro.
Um contrato de cinco anos chegaria a custar R$ 300 milhões, considerando salários e compra.
O Que Pode Destravar?
Para o negócio sair do campo do sonho e virar realidade, o Palmeiras precisa ser criativo e o Atlético precisa ser flexível. Pagar € 40 milhões à vista é improvável. O caminho viável seria o Atlético aceitar vender um percentual menor dos direitos ou estruturar a venda com metas atingíveis, reduzindo o aporte inicial do Verdão.
A vontade do jogador também será decisiva: se Almada entender que ser o “Rei da América” no Palmeiras é o melhor atalho para a Copa do Mundo, ele pode forçar a barra por uma saída, obrigando os espanhóis a baixarem a pedida para um patamar racional.