O longo processo de recuperação médica do volante Mathías Villasanti reflete de forma direta e expressiva em sua cotação patrimonial. O jogador do Grêmio registrou uma desvalorização de 50% em seu passe no mercado internacional de transferências desde o meio da última temporada.
A quebra de sequência esportiva alterou o status do ativo, evidenciando como o mercado precifica rapidamente o tempo de inatividade decorrente de procedimentos cirúrgicos complexos.
A matemática da reprecificação
Os dados consolidados no Transfermarkt ilustram o tamanho da queda. Segundo um levantamento do Moon BH, em meados de 2025, a estimativa pública de mercado do atleta paraguaio estava fixada na faixa de € 8 milhões.
Na atualização mais recente do portal, o valuation do jogador recuou para a marca de € 4 milhões. A diferença representa uma perda teórica de € 4 milhões na avaliação do passe. Em conversão direta pela cotação de referência atual, a retração equivale a aproximadamente R$ 24,8 milhões em menos de um ano.
O impacto clínico no valor de mercado
O principal gatilho para a correção em baixa é o histórico clínico documentado do atleta. Em agosto de 2025, Villasanti sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior, acompanhada de uma lesão no menisco do joelho esquerdo.

O procedimento cirúrgico exigiu um longo período de recondicionamento. Com o processo de transição física se estendendo até o primeiro trimestre de 2026, o jogador perdeu a vitrine competitiva. No mercado da bola, ausências prolongadas por lesões articulares graves elevam a percepção de risco dos investidores e forçam a queda imediata do valor estimado.
O peso do contexto coletivo no Grêmio
A desvalorização individual do volante também foi acelerada pela instabilidade esportiva do clube no ano anterior.
Durante o segundo semestre de 2025, a crise técnica enfrentada pela equipe gaúcha no Campeonato Brasileiro já havia iniciado um movimento sistêmico de correção nos valores de diversos atletas do elenco. A ausência de Villasanti nesse período crítico apenas consolidou a retração em sua avaliação particular.
A margem de recuperação contratual
Apesar do impacto financeiro no papel, o Grêmio possui segurança jurídica para administrar a retomada do ativo, afastando o risco de um prejuízo contábil imediato.
O contrato do meio-campista possui vigência até 31 de dezembro de 2029. O prazo estendido garante ao departamento de futebol o tempo necessário para reintegrar o jogador ao ritmo de alta performance. O retorno consistente aos gramados é o caminho natural para a recuperação de sua cotação nas futuras janelas de transferência.