A reformulação na Arena sob o comando do presidente Odorico Roman e do técnico Luís Castro fez mais uma vítima de peso. O meia argentino Franco Cristaldo está com um pé fora do Grêmio. A diretoria tenta, nos bastidores, convencer o jogador a aceitar uma oferta do Toronto FC, da MLS (Estados Unidos).
A pressa tricolor não é apenas técnica, é financeira. O clube investiu pesado no camisa 10 e vive o pesadelo de ver o ativo virar pó. Cristaldo já foi cortado da lista de relacionados contra o São Paulo, e o recado foi dado: ou sai agora rendendo dinheiro, ou vira problema.
O Relógio da Bomba-Relógio no Grêmio: R$ 24 Milhões em Jogo
Por que o Grêmio quer vender Cristaldo agora?
- O Contrato: O vínculo termina em 31 de dezembro de 2026.
- O Risco: Se não for negociado nesta janela, em julho ele já poderá assinar um pré-contrato e sair de graça.
- O Prejuízo: O Grêmio pagou cerca de R$ 24 milhões (valores da época) ao Huracán. Perder esse dinheiro seria um desastre contábil para a nova gestão.
Luís Castro e o “Corte Técnico”
A ausência de Cristaldo no último jogo gerou ruído. Oficialmente, foi “opção técnica” de Luís Castro. Na prática, o mercado sabe que quando a diretoria quer vender, o jogador costuma “perder espaço” repentinamente. O meia, de 29 anos, perdeu o status de intocável e, com a chegada de novos nomes e a mudança de esquema, virou uma peça cara no banco de reservas.
O Jogador Resiste: O Dilema da MLS
O Toronto FC quer o jogador, o Grêmio quer vender, mas Cristaldo… resiste. Apurações de bastidores indicam que o argentino não morre de amores pela ideia de jogar na MLS agora. Ele sabe que, se cumprir o contrato até o fim, sai livre em 2027 e pode embolsar luvas milionárias em outro clube. O Grêmio trabalha no convencimento (e na pressão) para destravar o negócio e evitar que o “fico” vire prejuízo.
Manter um jogador caro, que não é titular absoluto com Luís Castro, correndo o risco de perdê-lo de graça em seis meses, é amadorismo. O Grêmio precisa recuperar parte dos R$ 24 milhões investidos para reinvestir no time que o novo treinador está montando. Se o Toronto pagar bem, é “tchau e bença”. O apego ao passado não ganha jogo e nem paga boleto. O Grêmio precisa ser frio: Cristaldo virou moeda de troca.