O Grêmio atendeu ao pedido de Luís Castro e foi buscar força bruta no mercado argentino. O Tricolor encaminhou a contratação do volante Leonel Pérez, do Huracán, em uma operação cirúrgica avaliada em US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 13 milhões). A chegada do jogador de 21 anos não é aleatória: é o primeiro pilar da “revolução física” que o treinador português quer implantar no meio-campo do Imortal, buscando um time mais agressivo e menos passivo na marcação.
O Negócio no Grêmio: R$ 13 Milhões por 50%
A diretoria gremista costurou um acordo inteligente para não comprometer todo o orçamento.
- O Valor: O Grêmio paga R$ 13 milhões agora por 50% dos direitos econômicos.
- O Futuro: O contrato prevê a compra dos outros 50% na próxima temporada, pelo mesmo valor fixado, caso o jogador corresponda.
- O Vínculo: Leonel Pérez deve assinar por quatro anos, sendo tratado como um ativo de revenda futura.
O “Camisa 5” de Verdade
Luís Castro foi claro no diagnóstico: o Grêmio precisava de altura e imposição. Pérez entrega exatamente isso. Com 1,86m, ele é o clássico “primeiro volante” de proteção à zaga. Destro e forte no combate, chega para preencher a lacuna de um marcador de ofício que dê liberdade aos meias criativos (como Cristaldo e Monsalve). Revelado pelo Huracán, ele explodiu em 2025 com mais de 35 jogos na temporada, mostrando regularidade física impressionante.
O Fim da Linha para Cuéllar?
A chegada de Leonel Pérez (e a negociação paralela por Juan Nardoni, do Racing) manda um recado duro para o elenco atual. A reformulação do setor coloca Cuéllar na berlinda. Com o Grêmio buscando intensidade e juventude, o colombiano, que tem alto custo e desempenho oscilante, vira o candidato número 1 a deixar o clube para aliviar a folha salarial.
O Grêmio está comprando algo que estava em falta na Arena: “pegada”. Se a operação fechar nesses moldes (R$ 13 milhões por 50%), é um negócio de risco calculado e muito promissor.
Luís Castro sabe que não dá para competir no futebol brasileiro hoje apenas com toque de bola; é preciso ganhar dividida. Leonel Pérez é a resposta para isso. É um volante “chato”, que morde o calcanhar e protege a área. O risco é a adaptação tática, mas financeiramente o Grêmio acerta ao pagar preço de “América do Sul” em um jogador que, se estourar, vale preço de “Europa”. A era do meio-campo lento no Grêmio parece estar, finalmente, chegando ao fim.