HomeEsportesGrêmioPor que Grêmio tem chances mínimas de tirar Raphael Veiga do Palmeiras

Por que Grêmio tem chances mínimas de tirar Raphael Veiga do Palmeiras

O nome de Raphael Veiga tem agitado o imaginário do torcedor do Grêmio nos últimos dias. A busca do Tricolor Gaúcho por um meia de peso fez com que o camisa 23 do Palmeiras entrasse no radar da Arena. Porém, entre o “querer” e o “levar”, existe um abismo financeiro e político de difícil transposição. Hoje, a chance de Veiga desembarcar em Porto Alegre é remota, não apenas pelos valores envolvidos, mas pela estratégia de mercado adotada pela diretoria alviverde: o Palmeiras quer vender, mas quer vender para fora.

A negociação mais quente na mesa de Leila Pereira é com o América do México. O clube comandado pelo brasileiro André Jardine tem pressa, dinheiro em caixa e, principalmente, paga em moeda forte. O Verdão já estipulou o preço: US$ 10 milhões (cerca de R$ 53,6 milhões). Para o Grêmio entrar nessa briga, teria que igualar essa cifra astronômica e vencer a resistência interna do Palmeiras em reforçar um concorrente direto no Brasileirão.

A “Regra Leila” no Palmeiras: Dólar Sim, Rival Não

A preferência do Palmeiras em negociar com o México não é acaso; é política de gestão. Existem três pilares que tornam a venda internacional muito mais atrativa para o Verdão do que um acordo com o Grêmio:

  1. Moeda Forte: Receber em dólar ou euro protege o caixa do clube contra a inflação e valoriza o ativo.
  2. Risco de Calote: A presidente Leila Pereira já deu declarações públicas alfinetando a inadimplência de clubes brasileiros. Vender para o exterior costuma oferecer garantias bancárias mais sólidas do que acordos domésticos.
  3. O Fator Esportivo: Vender seu maior artilheiro do século para um rival direto (seja Grêmio, Flamengo ou outro) é “dar armas ao inimigo”. O Palmeiras prefere ver Veiga fazendo gols na Liga MX do que eliminando o Verdão numa Copa do Brasil vestindo a camisa tricolor.

A Pressão Mexicana

Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Enquanto o Grêmio estuda viabilidade, o América do México corre contra o tempo. A imprensa local reporta que o clube quer fechar seu elenco para o Clausura 2026 até este fim de semana.

  • O Cenário: Se os mexicanos colocarem a proposta oficial de US$ 10 milhões na mesa nos próximos dias, o Palmeiras tende a aceitar rapidamente para “fazer caixa” e encerrar o assunto.
  • A Chance do Grêmio: A única janela de oportunidade para o Imortal se abre se a negociação com o México fracassar (por falta de vagas de estrangeiro ou desacerto salarial). Ainda assim, o Grêmio teria que apresentar uma engenharia financeira impecável para convencer os paulistas.

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Sonhar com Raphael Veiga é legítimo, mas o torcedor gremista precisa encarar a realidade fria dos números. O Palmeiras de 2026 não é um “balcão de negócios” desesperado. É um clube que vende caro e escolhe para quem vende.

Tirar Veiga do Allianz Parque exige um “Pix” de R$ 53 milhões e uma capacidade de convencimento que, hoje, o Grêmio dificilmente possui. A tendência é que o meia vá para o México ou fique em São Paulo. Vê-lo com a camisa tricolor seria uma reviravolta de mercado que contraria toda a lógica da gestão alviverde recente.

Esportes Redação
Esportes Redação
Jornalista esportivos que trabalham há mais de 15 anos na cobertura diária dos principais clubes brasileiros, com foco em Atlético, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Botafogo.