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Pedro foi convocado no pior jejum do ano e chega à Seleção depois de encerrá-lo

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A convocação de Pedro para a Seleção Brasileira aconteceu em um momento curioso. O centroavante do Flamengo estava atravessando justamente sua pior sequência sem gols de 2026 quando recebeu a chamada e encerrou o jejum no último jogo antes de se apresentar.

Foram cinco partidas consecutivas sem marcar. A sequência terminou na vitória por 2 a 1 sobre o Red Bull Bragantino, quando Pedro fez o segundo gol rubro-negro e chegou a 25 na temporada, sendo 16 deles no Campeonato Brasileiro.

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O contraste ajuda a colocar o momento do camisa 9 em uma perspectiva diferente. A pior seca de seu ano aconteceu ao mesmo tempo em que seus números acumulados continuaram fortes o suficiente para que uma sequência curta não apagasse o que havia produzido até ali.

Cinco jogos pareciam muito porque Pedro acostumou a marcar

Segundo o ge, que acompanhou o fim do jejum contra o Bragantino, as cinco partidas igualaram a maior sequência do atacante sem balançar as redes nesta temporada.

O período chamou atenção justamente porque Pedro passou boa parte de 2026 produzindo em ritmo elevado. Com 25 gols no ano, cinco partidas em branco representam muito mais uma interrupção do padrão construído pelo jogador do que uma temporada de baixa produção.

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No Brasileirão, são 16 gols. Pedro deixou a rodada a apenas dois do primeiro colocado da artilharia, mantendo-se diretamente envolvido na disputa mesmo depois de passar cinco jogos sem marcar.

Essa diferença é importante para entender por que “pior jejum do ano” e “convocado para a Seleção” não são informações contraditórias. Uma sequência recente mede a fase imediata. Uma convocação pode considerar um período maior de desempenho, características do jogador e necessidades da equipe nacional.

Convocação atravessou o pior momento recente

Carlo Ancelotti chamou Pedro antes de o centroavante encerrar o jejum. Isso significa que a sequência de partidas sem marcar já fazia parte do cenário conhecido quando a lista foi definida.

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O dado talvez seja mais relevante do que o próprio gol contra o Bragantino. Em vez de precisar marcar na última rodada para recuperar espaço imediatamente, Pedro já estava dentro da Seleção mesmo atravessando seu período menos produtivo em termos de gols.

O contexto também é diferente daquele vivido antes da Copa do Mundo. Pedro apareceu entre os jogadores monitorados, mas acabou fora do grupo definitivo para o Mundial. Meses depois, voltou à lista nos primeiros compromissos da Seleção no período seguinte à competição.

O gol chegou na última oportunidade antes da viagem

Pedro após fazer go no Flamengo
Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

Para o Flamengo, o momento do gol também possui valor esportivo. O time entrou na Data Fifa na liderança do Campeonato Brasileiro, e recuperar sua principal referência ofensiva antes da pausa reduz uma preocupação que poderia crescer durante a reta final.

O centroavante viaja para defender a Seleção depois de voltar a marcar, mas também enfrentará uma logística pesada. Ele próprio projetou uma viagem longa e a necessidade de recuperar rapidamente o desgaste antes de voltar aos compromissos do clube.

Essa era justamente uma das consequências que o Moon BH havia identificado quando a convocação foi anunciada: o Flamengo ganhou uma pausa no calendário, mas parte dela não será descanso para Pedro.

A seca não desaparece, mas muda de tamanho

Cinco partidas sem marcar continuam sendo cinco partidas sem marcar. O gol contra o Bragantino não apaga as dificuldades encontradas durante o período nem impede que o Flamengo analise por que seu principal finalizador passou tantos jogos sem balançar a rede.

O que muda é a escala da discussão. Quando a sequência é observada ao lado dos 25 gols no ano e dos 16 no Brasileirão, ela parece menos como uma crise prolongada e mais como o pior intervalo de uma temporada ainda produtiva.

Pedro agora deixa o Flamengo com duas histórias acontecendo ao mesmo tempo: encerrou sua maior seca de 2026 e voltou à Seleção depois de ficar fora da Copa. Para um jogador cujo desempenho costuma ser medido quase exclusivamente pela quantidade de bolas na rede, o último jogo antes da viagem entregou a resposta mais simples possível.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.